FELIPE RAU/ESTADÃO
FELIPE RAU/ESTADÃO

Tatuzão do Metrô fura sem 'conhecimento' do solo, diz secretário

Clodoaldo Pelissioni afirma que pagar R$ 1 bilhão a mais pela Linha 5-Lilás está dentro da lei

Rafael Italiani, O Estado de S. Paulo

24 Novembro 2015 | 23h27

O secretário estadual de Transportes Metropolitanos, Clodoaldo Pelissioni, confirmou que o Metrô de São Paulo, acostumado a fazer obras subterrâneas, não tem conhecimento do subsolo paulistano. 

A afirmação foi feita nesta terça-feira, 24, após ele ser questionado se acha certo que o governo do Estado pague um R$ 1 bilhão a mais pelas obras atrasadas da Linha 5-Lilás porque a companhia não previu interferências no projeto básico, tendo que fazer atualizações de contrato durante o andamento das obras. 

Como o Estado mostrou, planejada para ser finalizada em 2014 e a 650 dias sem ter uma estação entregue, a Linha 5-Lilás do Metrô ficou mais de R$ 1 milhão mais cara por dia só entre maio e novembro deste ano

"Na hora que os tatuzões escavam (o Metrô) não tem 100% de conhecimento sobre o solo", explica Pelissioni. "Na verdade, na hora que você executa uma obra de Metrô, você tem diversos imprevistos", diz o secretário. Ainda de acordo com ele, durante as obras na linha que vai ligar o Capão Redondo à Chácara Klabin, parte do subsolo sob a Avenida Santo Amaro cedeu e futuras estações tiveram de ter as paredes alargadas. 

Até uma passarela de pedestres em um dos pátios virou justificativa. As empresas que foram contratadas para fazer a extensão receberam R$ 4,2 bilhões do Estado para executar as obras. Neste ano, o valor subiu em quase R$ 1 bilhão por causa dos "imprevistos" que não foram identificados na fase do projeto básico. 

Os valores atualizados são recebidos através de aditivos de contrato: só na Linha 5 o Metrô fez 60. Pelissioni diz também que o Estado publica editais e gasta mais dinheiro público de acordo com a lei, já que as licitações permitem pagar 25% dos valores iniciais das empresas que vencem as concorrências. Já o governador Geraldo Alckmin (PSDB) disse que "não tem alteração de preço", mas sim dos serviços executados.

 

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