Tatto e Filippi ainda vão ser pagos pelo Congresso

Pelo menos dois deputados federais que se licenciaram do cargo para assumir secretarias municipais optaram por receber o salário de R$ 26.723,13 mil mensais pagos pela Câmara, em vez da remuneração da Prefeitura. É o caso do ex-líder do PT Jilmar Tatto, que vai comandar a poderosa secretaria de Transportes do governo de Fernando Haddad, e José di Filippi Junior, novo secretário de Saúde paulistano. A remuneração paga aos secretários de Haddad é hoje de R$ 19.294,10.

DENISE MADUEÑO , EUGÊNIA LOPES / BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

03 de janeiro de 2013 | 02h03

"Do ponto de vista de grana não muda nada. É só quem vai me pagar: se é o governo municipal ou o governo federal", disse ontem Tatto. Ele explicou que vai renunciar aos jetons por participar de dois conselhos de empresas ligadas à área de Transportes por ter preferido receber o salário da Câmara. "Se eu ficasse com o salário de secretário municipal, eu ia ganhar mais do que como deputado, porque iria receber por participar de conselhos. Mas não vou receber nada por isso", afirmou o petista. Tatto argumentou ainda que o fato de receber pela Câmara desburocratiza sua volta para reassumir seu mandato de parlamentar.

A opção de parlamentares que assumem cargo no Executivo municipal, estadual e federal pelo salário do Congresso não é uma novidade. A maioria dos ministros de Estado que tem mandato de parlamentar prefere receber o salário da Câmara ou do Senado, em vez da remuneração do Executivo. Até dezembro de 2010, o motivo principal era a defasagem salarial: a remuneração paga pelo governo federal a seus ministros era bem menor do que a do Congresso. Mas depois uma lei acabou com essa discrepância, igualando os salários de ministros aos dos parlamentares.

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