WERTHER SANTANA/ESTADÃO
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Tatto diz que acidente entre ciclista e pedestre 'ia virar' estatística

Secretário municipal de Transportes da Prefeitura disse que 'não vai se conformar' com morte de zelador atropelado por bike

Rafael Italiani, O Estado de S. Paulo

20 de agosto de 2015 | 15h45

SÃO PAULO - "Ia virar um número.” Foi dessa forma que o secretário municipal de Transportes, Jilmar Tatto, se referiu à repercussão da morte do zelador Florisvaldo Carvalho da Rocha, de 78 anos, morto na última segunda-feira, 17, após ser atropelado por uma biclicleta no canteiro central da Avenida General Olímpio da Silveira, ao lado de uma ciclovia inaugurada há dez dias. De acordo com a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), 538 pessoas morreram atropeladas em 2014 no trânsito paulistano. 

“Era mais um atropelamento da cidade e ficava por isso mesmo, como acontece todos os dias. Teve essa repercussão toda primeiro porque foi um idoso, segundo porque foi um ciclista, terceiro porque tem uma ciclovia embaixo do Minhocão. Não fosse isso, seria mais um noticiário de rodapé que a gente vê, infelizmente”, afirmou Tatto, na manhã desta quinta-feira, após a reunião do Conselho Municipal de Transporte e Trânsito (CMTT). 

O secretário afirmou que a Prefeitura “não vai se conformar” com o acidente. “Temos que buscar mecanismos para que isso não aconteça mais.” Para Tatto, uma série de fatores levou à colisão do ciclista com o idoso. O administrador de empresas Gilmar Raimundo de Alencar, de 45 anos, pedalava na faixa da esquerda da avenida onde há um corredor de ônibus. Já o idoso tinha atravessado a via fora da faixa de pedestres. Tatto acredita que antes da política de implementação de ciclovias na cidade de São Paulo, os ciclistas eram “invisíveis”. “Ele existia e as pessoas faziam conta de que não existiam.” 

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