Tática, igual à usada contra o bicho, deixa de lado o aliciador

A decisão de punir quem compra carteiras de habilitação lembra uma velha tática policial contra o jogo do bicho: prender não só quem recolhe as postas, mas também o jogador. O resultado disso é queimar o ponto. É isso que deve ocorrer quando se vai atrás de quem compra a carteira. O "ponto" de Itapevi vai ficar queimado. Mas é preciso lembrar que não é uma pessoa de Minas que decide vir aqui comprar sua carteira. Ela é aliciada. Há um intermediário que a encaminha ao lugar onde se faz a fraude. É ele que deve ser preso. Como nos crimes contra o patrimônio, não adianta prender só o ladrão. É necessário apanhar o receptador, que é quem mais lucra com o crime. Deve-se, no entanto, reconhecer que atualmente a situação está sob controle na sede do Detran. O motivo disso é a automação das emissões de documentos. O desafio atual é estender esse controle às Ciretrans. Essa tarefa seria mais fácil para a polícia caso ela só fiscalizasse o departamento, em vez de o administrar. É por isso que, a longo prazo, defendo a passagem do Detran para a Secretaria dos Transportes.

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