Tarso é evasivo ao comentar confronto das polícias em SP

Ministro da Justiça disse que não tinha informações sobre conflito e torce para crise na capital paulista passar

Felipe Werneck, O Estado de S.Paulo

16 de outubro de 2008 | 18h57

O ministro da Justiça, Tarso Genro, foi evasivo nesta quinta-feira, 16, ao comentar o conflito entre policiais civis e militares em São Paulo. Em entrevista no Palácio Guanabara, sede do governo fluminense, às 16h40, ele alegou que não tinha informações quando indagado sobre o assunto. "Eu não conheço o conflito, não é de responsabilidade da União acompanhar, mas obviamente, quando tem um conflito dessa natureza, o que a gente tem que torcer é para que haja um ajuste, para que haja uma gestão eficiente para a crise passar rapidamente, e nesse sentido nós somos totalmente solidários ao governo do Estado."   Tarso participara do lançamento do Plano Nacional de Habitação Para Profissionais de Segurança Pública do governo federal. Segundo ele, foram liberados até o momento R$ 850 milhões do orçamento de R$ 1,15 bilhão previsto para este ano do Programa Nacional de Segurança Pública Com Cidadania (Pronasci). "O Pronasci não terá nenhum recurso cortado, e queremos liberar pelo menos 98% até o fim do ano", declarou.   Veja também: Serra não teve tato político para evitar conflito, diz líder do PT Serra culpa CUT e PT por confronto entre polícias 'Serra joga nas nossas costas problema que é dele', diz PT-SP Policiais civis e militares entram em confronto no Morumbi Força Sindical repudia confronto entre PM e Polícia Civil Galeria de fotos do conflito no Morumbi  Antes da manifestação, Serra disse que 'não negocia com greve'  Não acompanho 'detalhe', afirmou Serra Sem acordo, greve completa um mês Todas as notícias sobre a greve      Ele disse que "não há discriminação partidária nem ideológica por parte do governo federal" na liberação de recursos do programa. "Levamos para o Rio Grande do Sul (base eleitoral do ministro) mais de R$ 100 milhões, e a governadora lá é do PSDB, que aliás não gosta muito de mim. Mas esse dinheiro foi para lá porque eles apresentaram projetos. Agora, eventualmente, eu posso ser criticado por ter dado dinheiro de mais para o PSDB, mas isso não me toca."   Antes, em discurso, Tarso disse que "um jornal nacional está fazendo um trabalho, crítico provavelmente, pelo fato de que o meu Estado, o Rio Grande do Sul, tem investimentos de alguns milhões de reais, menos que o Rio, mas como é o meu Estado parece muito". "Estou esperando essa matéria para ser criticado por ter ajudado o PSDB", declarou. O ministro disse que o Complexo de favela do Alemão, na zona norte, será o "espaço privilegiado" de implantação do Pronasci.   "Não é um programa de ocupação ofensiva e de violência. É de ocupação pelo Estado, e com serviços, com capacidade, com dignidade, sem confrontos", afirmou. "Quem não vai receber bem são aqueles que controlam crime organizado, se servem dele, seja através da obtenção de recursos financeiros, seja através da manipulação política, como as milícias."

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