Tarifas de ônibus e metrô devem subir juntas em SP

Prefeito e governador anunciaram que reajuste do preço das passagens ocorrerá em junho

Caio do Valle, O Estado de S. Paulo

11 de abril de 2013 | 12h21

Pela primeira vez, o reajuste da tarifa dos ônibus, do Metrô e da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) deve ocorrer no mesmo dia ou, ao menos, em datas bastante próximas. Ambas serão no mês de junho, anunciaram nesta quinta-feira, 11, o prefeito Fernando Haddad (PT) e o governador Geraldo Alckmin (PSDB), em evento em Itaquera, na zona leste da capital.

Essa proposta de aumento da tarifa no mesmo dia já havia sido cogitada pelo secretário estadual dos Transportes Metropolitanos, Jurandir Fernandes, em dezembro do ano passado.

Tanto Haddad quanto Alckmin disseram que adiaram o reajuste, que costuma acontecer no começo do ano, para evitar um impacto negativo na inflação.

"O meu compromisso com o governo federal, em função da política de combate à inflação, que até concordo inteiramente, foi postergar o reajuste (das tarifas de ônibus)", afirmou Haddad. O último aumento ocorreu em janeiro de 2011, ainda na gestão Gilberto Kassab (PSD), quando o preço do bilhete passou de R$ 2,70 para R$ 3.

"A Prefeitura está suportando (o preço atual da tarifa) com subsídios um período muito longo. Então, nós faremos o reajuste em junho, conforme anunciamos. Não faremos antes disso." De acordo com ele, a alteração do valor deve ser colocada em prática "no começo" de junho. O novo preço, contudo, ainda não está definido, segundo o prefeito.

Treze cidades da Grande São Paulo já reajustaram as tarifas de seus sistemas de ônibus para R$ 3,30 entre 2012 e 2013, inclusive as maiores, como Guarulhos e Osasco.

Bilhete único mensal. Alckmin também declarou que o futuro preço do tíquete do Metrô e da CPTM "ainda não está definido". Em janeiro, o governador já havia admitido que segurou a correção da tarifa a pedido do ministro da Fazenda, Guido Mantega. O preço atual da passagem nas duas empresas é de R$ 3.

"Normalmente, o reajuste de trem e metrô é em fevereiro, a cada 12 meses", disse Alckmin, acrescentando que não subiu os valores "pelo mesmo motivo (da Prefeitura), no sentido de colaborar para evitar a alta de inflação". Além disso, disse ele, o reajuste "provavelmente também será em junho".

Questionado se o governo do Estado autorizará o Metrô e a CPTM a adotar o bilhete único mensal, uma das principais promessas de Haddad e que passará a valer para os ônibus da capital em novembro, Alckmin se limitou a dizer que o assunto "está sendo estudado".

O cadastro para quem quiser utilizar o bilhete único mensal começa na próxima segunda-feira, 15, informou a São Paulo Transporte (SPTrans) na semana passada.

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