Tarifa de ônibus deve subir no dia 1º de junho na capital

Novo valor ainda não está definido, mas porcentual de reajuste deve ser menor do que os 12,7% de inflação do período

LUCIANA GARBIN , CAIO DO VALLE, O Estado de S.Paulo

15 Janeiro 2013 | 02h01

A tarifa de ônibus vai subir no dia 1.º de junho. O novo valor ainda não está definido, mas o porcentual de reajuste deve ser menor do que os 12,7% de inflação acumulada no período (janeiro de 2011, quando houve o último reajuste, a dezembro de 2012), segundo o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Ou seja, deve ficar abaixo dos R$ 3,38.

No último aumento, a tarifa passou de R$ 2,70 para R$ 3. O reajuste na época, de 11,11%, representou quase o dobro da inflação medida pelo IPCA, que fechou 2010 em 5,91%.

Como o Estado mostrou na semana passada, o preço da passagem de ônibus já subiu em várias cidades da Região Metropolitana. Desde dezembro, dos 38 municípios do entorno da capital, 13 reajustaram o valor da passagem para R$ 3,30 - 10% mais do que na capital. As últimas foram Santo André e Ribeirão Pires, no ABC paulista.

O reajuste da tarifa é necessário para não ter de elevar ainda mais o subsídio para empresas e cooperados responsáveis pelo sistema de ônibus da capital, que consumiu no ano passado R$ 826 milhões dos cofres públicos. O orçamento da cidade para 2013 prevê R$ 660 milhões.

"Apesar de toda a Região Metropolitana ter reajustado, estamos fazendo os estudos, porque temos uma licitação no meio do ano (para serviço de ônibus e lotação). Não quero tomar nenhuma decisão precipitada", disse ontem o prefeito Fernando Haddad, após a abertura da 40.ª Couromoda, no Anhembi. "Sempre lembrando que (o aumento) jamais será superior à inflação acumulada no passado. É compromisso de campanha."

No mês passado, o secretário estadual de Transportes Metropolitanos, Jurandir Fernandes, sugeriu que o reajuste do ônibus em São Paulo ocorresse no mesmo dia do aumento da tarifa do Metrô e da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), geralmente em fevereiro. "Quando você muda uma tarifa, tem de mudar toda a composição do bilhete único, tem de mudar a composição das integrações. Aí, se uma semana depois vem o outro e aumenta, faz tudo isso de novo e a população é punida", afirmou, na época. Procurado para comentar o aumento do ônibus na capital apenas em junho, o Metrô não se manifestou.

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