Tarifa de água terá reajuste de 6,49% em 27 de dezembro

Aumento autorizado pela Arsesp ficou maior do que o definido no início deste ano, que era de 5,44%

Fátima Laranjeira, O Estado de S. Paulo

27 de novembro de 2014 | 22h42

A conta de água vai aumentar 6,49%, a partir do dia 27 de dezembro. A Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) informou nesta quinta-feira, 27, que a Agência Reguladora de Saneamento e Energia do Estado de São Paulo (Arsesp) autorizou o reajuste.

No primeiro semestre, com a queda acentuada do nível do Sistema Cantareira, a autarquia optou por não aumentar a conta de água e apostar no bônus de 30% para estimular a diminuição do consumo de água. O reajuste aprovado pela Arsesp, no entanto, ficou maior do que o definido no início do ano, que era de 5,44%, com aplicação autorizada desde 11 de maio.

Segundo afirmou anteriormente o diretor econômico-financeiro e de Relações com Investidores da Sabesp, Rui Affonso, o aumento seria maior do que os 5,44%, mas se trataria apenas de uma atualização dos valores. Só no terceiro trimestre deste ano, a crise hídrica fez a Sabesp deixar de lucrar R$ 383,5 milhões (recuo de 80% em relação ao mesmo período de 2013). Conforme a companhia, o programa de bônus teve um impacto de R$ 127 milhões, o que afetou o resultado da empresa, juntamente com a queda no volume faturado total – que caiu 4,6% até novembro. 

Consumo. Especialistas de mercado ouvidos pelo Broadcast, serviço online do Grupo Estado, não acreditam que a medida resulte em menor consumo. O analista do Scotiabank Ezequiel Fernandez aponta que, apesar dos fortes incentivos lançados pela estatal para reduzir a demanda, o consumo médio de água na região metropolitana de São Paulo caiu somente 8% no terceiro trimestre deste ano, na comparação com o mesmo período de 2013. “Além disso, a base de clientes continua aumentando”, afirmou.

O presidente da Associação Paulista de Empresas de Consultoria e Serviços em Saneamento e Meio Ambiente (Apecs), Luiz Roberto Gravina Pladevall, pondera que o reajuste não afetará a economia de água, mas ressalta que precisa ser comunicado adequadamente. “É preciso deixar claro que o que está se fazendo é a recomposição de um reajuste do qual a empresa abriu mão há seis meses.” / COLABOROU STEFÂNIA AKEL

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