Clayton de Souza/AE
Clayton de Souza/AE

Tamoios tem cinco pontos em obras interditados

Rodovia passa por intervenção por causa de deslizamento de terra e recapeamentos. Governo diz que trabalhos param no feriadão

, O Estado de S.Paulo

29 Outubro 2010 | 00h00

Máquinas, operários e cavaletes serão os principais obstáculos nas estradas durante o feriado prolongado. Intervenções que deveriam ser soluções de trechos problemáticos se transformam em motivo de reclamações dos motoristas, não só pela impressão de que as obras são intermináveis, mas também por causa da época escolhida para as reformas - feriados e verão.

O velejador Frederic Laouenan mora em São Paulo e está acostumado a descer a Serra do Mar com destino a Ilhabela, no litoral norte. Ele usa a Rodovia dos Tamoios, que classifica como "perigosa" e com obras que "nunca acabam".

"Há dois anos estão fazendo obras numa ponte no início da estrada. Não termina nunca e os motoristas correm perigo, principalmente na entrada da estrada que leva a Mogi das Cruzes. Esse ponto é terrível", reclama Laouenan.

A Tamoios é uma das rodovias que mais tiveram interdições de pistas nos últimos dias por causa de obras. A previsão é que 71 mil veículos utilizem a rodovia no feriado de Finados.

Na terça-feira, o Estado notou pelo menos cinco interdições na rodovia. A Secretaria dos Transportes do Estado, que lançou neste ano um programa para recapear 53 quilômetros da rodovia, informa que todos os trabalhos serão suspensos no feriado.

No entanto, a maior parte das reformas é de recapeamento e de fresagem (retirada da camada de asfalto). Por isso, só a retirada das máquina não vai aliviar a situação para os motoristas, já que as faixas em obras vão continuar intransitáveis.

Também há uma intervenção, no km 50, por causa de um deslizamento de terra. "O deslizamento de talude de corte (inclinação artificial à margem da estrada) levou à imediata intervenção do local e os serviços estarão concluídos até dezembro", informou a Secretaria dos Transportes, por meio de nota.

Alternativa. No outro acesso para o litoral norte, na Rodovia Oswaldo Cruz (Taubaté-Ubatuba), não há obras; o risco aos motoristas é causado pela condição precária das pistas. No km 53, na pista sentido litoral, o asfalto cedeu e uma cratera se formou. A solução foi criar uma espécie de "lombada" com asfalto em torno do buraco. Poucas placas alertam sobre o problema, logo após uma curva.

A Secretaria dos Transportes afirma que os serviços necessários à recomposição da plataforma serão iniciados após o feriado prolongado "para evitar maiores transtornos aos usuários". A pasta afirma que a sinalização existente até o momento atendeu aos objetivos e deve ser reforçada para este fim de semana.

Federais. O problema na Rodovia Fernão Dias já é velho conhecido dos motoristas que seguem para Belo Horizonte. Em fevereiro deste ano, um deslizamento de terra atingiu um viaduto na altura do km 77, em Mairiporã, na Grande São Paulo, e interditou completamente a ligação no sentido Minas Gerais.

Informou-se na ocasião do acidente que as obras durariam seis meses. A autopista Fernão Dias afirma agora que "o prazo inicial dado pela concessionária foi para o desbloqueio da pista".

A pista foi parcialmente liberada em junho e desde então adota-se mão dupla no trecho entre os km 76 ao 79, o que contribui para a formação de um gargalo. A previsão é que a obra seja concluída em dezembro.

Hélio Zamboti, morador na cidade paulista de Vargem, na divisa com Minas, diz que a rodovia tem melhorado nos últimos meses, com asfalto melhor, mais sinalização e segurança. Mas ele considera o problema do km 77 interminável. "A gente, quando vai para São Paulo, não usa mais esse trecho da estrada. Prefiro ir por dentro, por Franco da Rocha, para evitar ficar muito tempo na estrada."

Os motoristas também vão enfrentar problemas na Régis Bittencourt. Na região de Cajati (SP), há um desvio em faixa única de cerca de 500 metros, por causa da recuperação de um viaduto. Há um desvio semelhante na região de Juquitiba, na Grande São Paulo. / EDUARDO REINA e RENATO MACHADO

Volume

1,9 milhão

de veículos devem passar pelas rodovias estaduais paulistas no feriado prolongado

36,8%

do total deve usar as rodovias que fazem a ligação com o litoral

770 mil

veículos vão usar o sistema Anhanguera-Bandeirantes

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