TAM já recebe pedidos de indenização, diz Bologna

Presidente da empresa diz que deixará os familiares das vítimas do vôo 3054 tomarem a iniciativa

Agência Brasil

23 de julho de 2007 | 17h38

O presidente da TAM, Marco Antonio Bologna, disse que a empresa está prestando toda assistência aos familiares das vitimas e está preparada para arcar com as indenizações, mas que deixará que as famílias tomem a iniciativa. Isso evitará, segundo ele, que as famílias sejam pressionadas neste momento, já que muitas delas ainda nem sequer identificaram seus familiares.   Veja também:   Lista de vítimas do acidente do vôo 3054  O local do acidente  Quem são as vítimas do vôo 3054  Histórias das vítimas do acidente da TAM  Galeria de fotos  Opine: o que deve ser feito com Congonhas?  Cronologia da crise aérea  Acidentes em Congonhas  Vídeos do acidente  Tudo sobre o acidente do vôo 3054   "Nós queremos que cada um nos eu tempo dentro de sua conveniência converse com a TAM a respeito das coisas mais materiais".   Bologna, que participou de uma cerimônia ecumênica com os familiares e concedeu entrevista coletiva à imprensa logo depois do ato, visitou o Instituto Médico Legal (IML) e pediu agilidade para as identificações, mas disse que não tem como avaliar se há demora ou não. "Mas o que eu vejo é que estão trabalhando". Além disso, ele disse que a TAM disponibilizou todos os recursos necessários para a realização de exames de DNA ou para qualquer necessidade do IML.   O presidente da TAM informou que as famílias interessadas podem pedir adiantamentos, mas que a empresa orienta os familiares a não quitarem as indenizações sem consultarem seus familiares e advogados antes. "Faremos todos os adiantamentos que forem solicitados, mas em nenhum momento a TAM vai exigir a quitação".   Segundo ele, dois escritórios, um em São Paulo, outro em Porto Alegre, já foram montados para que os familiares possam buscar as indenizações. "Mesmo assim, hoje uma indenização já foi paga". Ele informou que os valores não serão divulgados para evitar transtornos às famílias.   Pouso   Bologna disse que os tripulantes das aeronaves não são obrigados a pousar no Aeroporto Internacional de Congonhas se não se sentirem seguros para isso e que sua decisão é soberana no momento do pouso.   Ele afirmou que a decisão tomada pelas companhias de não pousarem em Congonhas quando a pista estiver molhada, independentemente de a pista estar aberta, foi tomada por todas as companhias. "Se a nossa área de operações, se os chefes de equipamento sentem que eles têm uma necessidade maior de segurança, nós estamos respeitando os nossos tripulantes".   Parentes de vítimas do acidente com o vôo 3054 da TAM que ainda não tiveram o corpo de seus familiares identificados pelo Instituto Médico Legal (IML), reclamaram  nesta segunda-feira, 23,  da morosidade do órgão para realizar o trabalho. Parte dos familiares das vítimas participaram de uma cerimônia ecumênica realizada por representantes de sete religiões, na Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo, organizada pela TAM.

Tudo o que sabemos sobre:
Vôo 3054

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.