TAM e sindicatos negam 'onda' de pedidos de demissão

Companhia aérea diz que até esta terça 'apenas três comissárias' se desligaram da empresa

Agência Brasil,

24 de julho de 2007 | 16h19

A empresa aérea TAM e entidades trabalhistas que representam os tripulantes da companhia negam que funcionários estejam pedindo demissão depois do acidente da última terça-feira, 17, quando um Airbus A320 se chocou com o prédio da companhia nas proximidades do Aeroporto de Congonhas. A notícia dos desligamentos começou a ser divulgada nesta terça-feira pela imprensa. Segundo a assessoria da TAM, até o momento apenas três comissárias teriam pedido desligamento. A assessoria também informou que no dia seguinte ao acidente foi concedida licença a alguns tripulantes que não se sentiam em condições psicológicas para trabalhar. A associação dos Tripulantes da TAM, que representa cerca de 2,5 mil funcionários da empresa, afirmou que não recebeu informações de desligamentos. Sobre as licenças requeridas pelos funcionários, a associação esclareceu que isso é uma prática do setor toda vez que acontece um acidente aéreo, independentemente da proporção, ou quando um tripulante apresenta qualquer problema de saúde. Graziela Daggio, presidente do Sindicato Nacional dos Aeronautas, disse que ainda não recebeu informações a respeito de desligamentos, mas explicou que cerca de 50 tripulantes estariam há algum tempo prestando concursos para outras empresas, atraídos por melhores salários. "Ainda não posso afirmar nada com certeza, mas acho que pode ter ocorrido uma coincidência". Ela disse que só em dez dias saberá se efetivamente houve pedidos de demissão na TAM e as razões, já que esse é o prazo médio para a homologação da dispensa, que tem de ser feita no órgão representativo do trabalhador.

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