'Talvez a gente toque uma duas do Los Hermanos'

Brooks Nielsen lidera os vocais de uma banda inusitada, para não dizer bizarra, aquela que promete ser uma das grandes surpresas do festival: The Growlers. Eles tocam hoje no Palco Sunset do Rock in Rio, às 18h. A banda é definida com um arsenal de barbaridades, como goth-beach rock e gypsy indie. Anteontem, pouco antes de iniciar quatro dias de ensaios com a banda de Marcelo Camelo, no Estúdio 500, em São Paulo, Nielsen falou ao Estado sobre o show.

JOTABÊ MEDEIROS , ENVIADO ESPECIAL / RIO, O Estado de S.Paulo

02 Outubro 2011 | 03h02

"Não teremos muitas canções juntos, talvez umas duas. São músicas de Marcelo Camelo, do disco solo dele. Seria interessante se incluíssemos alguma coisa do Los Hermanos também, mas não está certo isso", disse Nielsen. "Adoramos a banda nova do Camelo, são caras muito legais, e o que fazem está bem dentro do espírito do que fazemos."

Atuando numa área que depende de um lance teatral, um tipo de happening divertido, Brooks examinou os colegas de Gogol Bordello e Edward Sharpe and the Magnetic Zeros, primos mais próximos. "Parece que fomos inspirados pelo mesmo tipo de pop music, mas são shows muito diferentes. Temos influência de alguma surf rock dos anos 60, como The Ventures, mas isso foi num tempo em que nosso som era muito imaturo. Confesso que uma das coisas que mais ouvi na vida foi o reggae. Embora nunca tenhamos tocado reggae", disse.

O disco que vai mostrar aos brasileiros qual é o lance do Growlers é Hot Tropics, o segundo álbum da banda, que está sendo lançado em outubro no Brasil pelo selo Vigilante (Deck). O disco é composto por dez músicas, entre elas os quase-hits do Growlers, Sea Lion Goth Blues e Badlands.

O som da banda norte-americana usa muito reverb, e eles já estão se tornando mais conhecidos após turnês com músicos como Dr. Dog, Devendra Banhart e Julian Casablancas, entre outros. Já fizeram também turnês em um teatro de marionetes, o que aumenta sua fama. No palco, usam um tipo de arsenal mambembe, com perucas, vestidos, sem calças, "uma festa de praia surrealista", como definiu um resenhista.

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