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Suzane von Richthofen ganha saída temporária da prisão no Dia dos Pais

A Secretaria da Administração Penitenciária informou que, em razão da decisão judicial, nenhuma informação pode ser dada sobre a presa; amigos do namorado disseram que Suzane estava sendo esperada em Angatuba, no interior de SP, onde ele mora

José Maria Tomazela, O Estado de S.Paulo

12 Agosto 2016 | 12h31

SOROCABA - A detenta Suzane von Richthofen, condenada a 39 anos de prisão pelo assassinato dos pais, deixou o presídio na manhã desta sexta-feira, 12, beneficiada pela saída temporária do Dia dos Pais. Ela deve retornar à Penitenciária Feminina de Tremembé, onde cumpre a pena em regime semiaberto, na próxima terça-feira, 16.

A saída foi cercada de sigilo, já que, a pedido da Defensoria Pública, foi decretado segredo de Justiça no processo de Suzane, incluindo a execução da pena. O argumento foi de que a excessiva exposição pela imprensa causava transtornos à presa.

A Secretaria da Administração Penitenciária (SAP) informou que, em razão da decisão judicial, nenhuma informação pode ser dada sobre a presa. A reportagem apurou que Suzane já poderia ter deixado a penitenciária na quinta-feira, mas acabou adiando a saída para esta sexta.

A SAP não informou onde Suzane passaria o Dia dos Pais. Amigos de Rogério disseram que ela estava sendo esperada em Angatuba, onde ele mora.

Dia das mães. Suzane também saiu da prisão pelo Dia das Mães, no mês de maio. Na ocasião, ela foi presa antes de retornar ao presídio por ter fornecido um endereço falso à administração penitenciária.

A detenta foi encontrada pela polícia em um sítio pertencente a familiares de seu namorado, Rogério Olberg, em Angatuba, interior de São Paulo. Levada de volta ao presídio, ela foi para uma cela solitária. O Ministério Público chegou a pedir que a detenta fosse punida com a regressão ao regime fechado e perda do direito à saída temporária, mas a Justiça entendeu que Suzane não agiu de má fé. A divergência no endereço foi atribuída a uma falta de atualização no cadastro da SAP. 

Suzane foi condenada por ter tramado a morte dos pais, Manfred e Marísia von Richtofen, assassinados pelos irmãos Daniel e Cristian Cravinhos, em 31 de outubro de 2002. Daniel, na época namorado de Suzane, e Cristian também foram condenados pelos crimes.

 

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