Sergio Castro/Estadão
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Suzane von Richthofen vai cumprir pena em regime semiaberto

Segundo o advogado, jovem, acusada de matar os pais, vai trabalhar como secretária executiva em um escritório

João Carlos de Faria, Especial para O Estado

13 Agosto 2014 | 16h01

Atualizada às 20h27

Condenada a 39 anos de prisão por mandar matar os pais em 2002, Suzane von Richthofen foi autorizada pela Justiça a cumprir o restante de sua pena em regime semiaberto. A decisão é da juíza Sueli Zeraik de Oliveira Armani, da Vara de Execuções Criminais de Taubaté, proferida em 11 de agosto em pedido de progressão de regime feito pela defesa, que tentava desde 2009 obter o benefício.

Suzane, que está presa na Penitenciária Feminina I, de Tremembé, no interior de São Paulo, espera agora a Secretaria de Administração Penitenciária (SAP) reservar vaga para ela no regime semiaberto. 

Na decisão, a juíza levou em consideração o bom comportamento da detenta. Em um dos trechos da sentença, a juíza lembra que Suzane, hoje com 30 anos, tinha 18 anos quando praticou o delito e desde que está presa tem marcado sua pena pelo bom comportamento.

“Encontra-se presa há 12 anos, não apresenta anotação de infração disciplinar, exerce atividade laborterápica com bom desempenho e ganhou moção de elogio na unidade prisional onde se encontra”, diz a juíza em sua decisão.

O promotor da Vara de Execuções Luís Marcelo Negrini de Mattos, que atua no caso, informou que vai recorrer da sentença. Segundo seu colega Paulo José de Paula, o Ministério Público se manifestou contra a progressão, lembrando que Suzane não foi aprovada nos testes de análise de perfil. 

“Embora tenha sido equilibrada no exame criminológico, ela não passou no teste de Rouchet, que analisa o perfil da personalidade do sentenciado. Dois psicólogos que analisaram o teste a reprovaram”, disse José de Paula. Segundo ele, o teste, que foi realizado há cerca de três meses, é feito em casos de crimes mais graves e violentos.

Suzane e os irmãos Daniel e Christian Cravinhos foram condenados por terem matado o engenheiro Manfred von Richthofen e sua mulher, Marísia von Richthofen, na noite de 31 de outubro de 2002, quando o casal dormia em sua casa, no Brooklin, na capital paulista. Os irmãos receberam a progressão de regime em fevereiro de 2013.

Defesa. O advogado de Suzane, Mauro Otávio Nassif, comemorou a decisão da Justiça. “Ela está feliz com a decisão e vai começar vida nova. Ela só tem 30 anos, é jovem ainda”, disse. Segundo o advogado, ela vai trabalhar como secretária executiva no escritório de outro advogado, Dernivaldo Barmi, que também a defende no processo e era amigo da família. O escritório fica na Vila Mariana, na capital, e ainda não se sabe em que presídio ela deverá se apresentar todos os dias, após a jornada de trabalho. / CHICO SIQUEIRA e JOÃO CARLOS DE FARIA, ESPECIAL PARA O ESTADO

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