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Suzane afirma à TV que morte dos pais foi premeditada

Ela admitiu que tramou o crime, ocorrido em 2002, com os irmãos Cravinhos: ‘Eles e eu não é uma boa combinação’, disse

O Estado de S. Paulo

26 Fevereiro 2015 | 00h32

Em entrevista ao programa do apresentador Gugu Liberato, na noite desta quarta-feira, 25, Suzane von Richthofen afirmou que os irmãos Christian e Daniel Cravinhos não foram os únicos culpados pelo assassinado dos pais dela, em outubro de 2002, e confessou sua participação no crime. Manfred e Marísia foram assassinados com golpes de barras de ferro pelos irmãos durante a madrugada, enquanto Suzane permanecia em outro cômodo da casa, no Campo Belo, zona sul de São Paulo.

“Eles (irmãos Cravinhos) e eu junto não é uma boa combinação. Não foi bom, de forma nenhuma. Não foi nada legal tudo aquilo que aconteceu. Não foi na véspera que tudo foi resolvido. Eu fiz parte? Eu fiz parte. Nós três bolamos aquilo”, disse Suzane. Ao ser perguntada se estava arrependida de ter conhecido os dois, ela respondeu que sim. “Me arrependo, mas não posso falar que eles são os únicos culpados. Eu tenho culpa também. Foi um dia que mudou a minha vida de um jeito que nunca mais será igual. Estraguei a vida do meu irmão, da minha família inteira”.

Suzane está presa há 12 anos na Penitenciária de Tremembé II, no interior do Estado. No ano passado, após ser beneficiada pela progressão ao semiaberto, ela recusou a possibilidade, onde cumpre pena de 39 anos e 6 meses. No programa do Gugu, Suzane disse que um dos motivos para não querer sair da prisão é que ela teria sido ameaçada de morte por pessoas de dentro e de fora da penitenciária.

Apesar de ter planejado a morte dos pais, Suzane disse que sente saudades deles. “Minha mãe era muito presente, era maravilhosa. Só tenho coisas boas a falar sobre ela. Tenho saudades da família e de uma vida que eu já tive e hoje não tenho mais”, disse. E ainda deu um conselho: “Ouça sua mãe”.

Os pais dela eram contra o seu namoro com Daniel Cravinhos. Segundo Suzane, ele representava tudo que ela não era: uma pessoa desregrada e que não tinha família. Isso a teria atraído.

No dia do crime, Suzane afirmou que eles usaram drogas como maconha e ecstasy. “Se eu pudesse falar com eles hoje, só pediria perdão”.

Ela ainda afirma que quer se reaproximar do irmão, Andreas, que não vê desde 2006. Ele depôs à Justiça em 2006, e chamou a irmã de calculista.

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