Gabriela Biló/Estadão
Gabriela Biló/Estadão

PMs suspeitos negam todas as acusações em depoimento

Policiais militares do 2º Batalhão, na zona leste, disseram que corregedores interpretaram conversas de forma equivocada

Alexandre Hisayasu, O Estado de S. Paulo

01 Fevereiro 2016 | 05h00

SÃO PAULO - Em depoimento à Corregedoria da Polícia Militar, todos negaram as acusações. O soldado Aquiles da Silva Duarte e o cabo Bruno Marandola, acusados de pedir propina a um informante após descobrir que ele se passava por investigador, afirmaram ao órgão que o assunto discutido entre eles era sempre um serviço extra no setor de segurança privada. Eles negaram a extorsão e o soldado afirmou que pediu o dinheiro para cobrar uma dívida.

A tenente Beatriz Marandola, o cabo Bruno e o soldado Rafael Lima de Albuquerque negaram a intenção de forjar um flagrante de tráfico. Eles disseram aos corregedores que receberam denúncia sobre onde estaria escondido um quilo de maconha e queriam repassar a informação para a tenente. A oficial disse que pode ter ocorrido uma confusão na interpretação dos corregedores, pois ela participa de vários grupos de conversa online.

Sobre a prisão de um suposto usuário de drogas com flagrante forjado e a soltura de um traficante depois de pagamento de propina, o cabo Bruno, o soldado Rafael e o cabo Ricardo de Nofre reafirmaram, em depoimento, o que disseram na delegacia: apenas o rapaz foi flagrado com drogas.

O cabo Raphael Mendes Sparapani Oliva negou ser dono ou que pretendesse vender 20 pinos de cocaína. Segundo ele, ao se referir a “20”, ele falava de 20 engradados de água.

O sargento Reinaldo Luiz José de Lima negou ter pedido dinheiro ao proprietário da casa de jogos de azar. Apenas admitiu a conversa com ele. O soldado Márcio Henrique Campos ficou em silêncio no depoimento. O soldado Anderson Teixeira Lopes disse que as conversas interceptadas sobre valores se tratam de um bico de segurança.

A reportagem não localizou os advogados dos investigados. A Secretaria da Segurança Pública informou que eles respondem por crimes de ameaça, violação do dever funcional com fins de lucro, concussão, prevaricação e falsidade ideológica. Após a conclusão do inquérito, eles vão passar por procedimento administrativo demissório para avaliação de conduta, que pode resultar em demissão ou expulsão da corporação.

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