Suspeitos de participar de 'gangue da batida' são presos em SP

Cinco homens foram presos em flagrante por receptação de veículos roubados; polícia investiga se eles fazem parte de gangue que, para abordar sempre mulheres, bate na traseira de carros

Ricardo Valota, O Estado de S.Paulo,

17 de agosto de 2012 | 01h55

SÃO PAULO - Cinco suspeitos de integrarem uma quadrilha de assaltantes especializada em roubo de veículos, todos conduzidos por mulheres, foram presos, na noite de quinta-feira, 16, por agentes do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) em um lava-rápido localizado na Avenida Doutor José Artur Nova, em São Miguel Paulista, na zona leste da capital. O grupo foi autuado em flagrante por receptação de veículo roubado e formação de quadrilha.

 

A Polícia Civil investiga se os suspeitos fazem parte de um grupo de criminosos que, para abordar as vítimas, bate na traseira dos carros. Segundo a delegada Patrícia Simone Carbone, os detidos, a princípio, eram responsáveis pela venda dos veículos roubados. "Foram flagrados quando se preparavam para levar os carros roubados para um possível desmanche ou comprador, mas não descartamos também participarem dos roubos. As investigações continuam para apurar essas participações.", disse a policial.

 

O lava-rápido onde o grupo foi detido era utilizado, segundo a polícia, para "esfriar" os veículos. "Essa gíria significa deixar o carro parado para ver se existe algum tipo de rastreador.", acrescentou a delegada.

Kaike da Silva, 19 anos, João Lucas da Silva, de 21 anos, Diemens Cunha Sousa, de 22, Bruno Amaral Santos, de 23, e Ederson Buriti dos Santos, de 31, o único que apresentava passagem por roubo, foram abordados pelos policiais quando deixavam o local em um Honda Fit, roubado no último dia 7, na Vila Jacuí, também na zona leste, um Kia Sportage, roubado na última terça-feira, 14, em São Miguel Paulista.

 

A delegada ainda afirmou que os dois carros tiveram as placas originais trocadas. "Fizeram dublê das placas. Ou seja, usaram a numeração de placas de veículos com as mesmas características, pois, caso fosse feita uma consulta junto à Prodesp, não haveria queixa alguma em relação aos veículos.", explicou Patrícia.

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