Suspeitos de extorsão contra Júlio Lancelotti têm prisão decretada

Em 2007, padre contou à polícia que foi extorquido em R$ 80 mil durante três anos

Marcela Gonsalves, Central de Notícias

23 Março 2011 | 16h53

SÃO PAULO - Os suspeitos de ameaçarem de morte o padre Júlio Lancelotti no início de janeiro tiveram prisão preventiva decretada dia 10 de fevereiro. A informação foi divulgada nesta quarta-feira, 23.

 

O casal Anderson Batista e Conceição Eletério são acusados de ter ameaçado Lancelotti com o objetivo de que ele os entregasse quantias em dinheiro. Os dois permanecem foragidos e ainda não foram presos.

 

As ameaças por telefone eram constantes, mas no dia 11 de janeiro a vítima foi abordada pelos indiciados na porta de sua casa. Anderson teria dito ao padre que iria matá-lo com um tiro na cabeça e afirmado:"não pense você que eu tenho medo da policia, não tenho não."

 

O caso de Júlio Lancelotti começou em agosto de 2007, quando o padre denunciou à polícia um suposto esquema de extorsão de R$ 80 mil, praticado durante três anos. Na época, o religioso acusou Anderson, Conceição, Evandro dos Santos Guimarães e Everson dos Santos Guimarães, afirmando que os criminosos pretendiam fazer contra ele uma falsa denúncia de abuso de menores além de ameaças de agressão, caso ele não desse o dinheiro.

 

Em duas decisões, uma em 2008 e outra em 2010, o Tribunal de Justiça de São Paulo absolveu os quatro acusados de extorsão.

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