Suspeitos de arrastão no Morumbi são liberados

Vìtimas não reconheceram homens presos como os que agiram no assalto a um centro esportivo; polícia segue com apuração

Marco Antônio Carvalho, O Estado de S. Paulo

03 de outubro de 2014 | 16h41

SÃO PAULO - Três pessoas que haviam sido detidas sob suspeita de integrarem uma quadrilha que fez um arrastão a um centro esportivo no Morumbi, zona sul de São Paulo, foram liberados pela polícia. Vítimas do crime foram à delegacia e não reconheceram os homens como sendo os que agiram no assalto registrado na noite da quarta-feira, 1, informou a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo.

Imagens de câmeras de segurança também haviam sido solicitadas para cruzar com a identificação dos suspeitos, o que não foi comprovado. Cerca de 75 de pessoas foram rendidas por uma quadrilha de 12 pessoas na High Soccer, academia de aluguel de quadras de futebol, localizada na Avenida Giovanni Gronchi. A investigação está sendo conduzida pela 34ª DP, Vila Sônia.

Os suspeitos haviam sido detidos na quinta-feira, 2, e foram liberados no mesmo dia após algumas das vítimas não os reconhecerem. Aos policiais, um segurança do local relatou que, por volta das 21h45, uma parte do grupo, formado por oito homens e quatro mulheres, entrou no clube pelo portão principal. Um deles teria ordenado que ele destrancasse os portões dos fundos, onde outra parte da quadrilha estava esperando após pular um muro.

No momento do assalto, três dos cinco campos soçaites de futebol (de grama sintética) estavam sendo usados. Ao entrarem, os assaltantes fizeram de reféns cerca de 60 clientes e 15 funcionários. De acordo com uma testemunha, os criminosos mandaram todos deitarem no chão. Depois de renderem as pessoas, quatro homens e as quatro mulheres teriam recolhido celulares e carteiras de funcionários e clientes.

Terminado o arrastão, a quadrilha conseguiu fugir: quatro assaltantes foram por um portão que dá acesso à Favela Jardim Colombo e os demais, em direção à Paraisópolis. Por isso, os policiais suspeitam que eles tenham se escondido nas comunidades, que ficam próximas à região.

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