Suspeito preso nega ser cúmplice de crimes da Cantareira

Segundo a polícia, Elson José Messagi fez questão de negar ter ajudado Ademir Oliveira do Rosário

Camila Haddad, Agência Estado

05 de outubro de 2007 | 21h52

A Justiça decretou a prisão temporária por 30 dias de Elson José Messagi, de 41 anos. Ele é suspeito de ser o comparsa de Ademir Oliveira do Rosário, de 36, assassino confesso dos irmãos Josenildo José de Oliveira, de 13, e Francisco de Oliveira Neto, de 14, mortos em 22 de setembro na Serra da Cantareira, na zona norte de São Paulo. Rosário é acusado ainda de violentar outros 19 garotos.    Messagi, que se intitula pai-de-santo, foi detido na manhã desta sexta-feira, 5, em casa.   Ambos ficaram frente a frente na tarde desta sexta-feira no Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), no centro da capital. Segundo a polícia, Rosário acusou Messagi de envolvimento no crime. Ainda de acordo com as autoridades, Messagi disse ser homossexual e portador do vírus HIV desde 1997, e estar aposentado por invalidez há dez anos. O acusado, no entanto, negou participação nos assassinatos.     Rosário delatou Messagi em seu primeiro depoimento, na semana passada.   Messagi teria dito, no interrogatório realizado nesta sexta-feira, que era amigo de Rosário desde novembro de 1996, depois que passou a freqüentar a Cantareira. Ele disse ainda que apenas conhecia os irmãos Josenildo e Francisco "de vista".   Já Rosário afirmou, de acordo com a polícia, que Messagi o ajudou a matar Josenildo.   Segundo a delegada do DHPP, Cintia Tucunduva, o preso fez questão de negar ter sido cúmplice de Rosário, inclusive em outros casos.  Policiais encontraram o pai-de-santo com base numa foto dele registrada no celular de Rosário, às 16h51 de 22 de setembro, dia em que os irmãos desapareceram.   Na foto, Messagi aparece posando na frente de uma árvore, na Cantareira. O pai-de-santo disse que encontrou Rosário às 14 horas daquele dia.

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