Suspeito nega ter matado ganhador da Mega-Sena em Limeira

Ele se apresentou à polícia espontaneamente nesta tarde e admitiu que não havia mais lugar para ele na cidade

Tatiana Fávaro, O Estado de S.Paulo

17 de novembro de 2008 | 18h09

osentado Dorgival Bezerra de Oliveira, de 52 anos, apontado como um dos suspeitos pela morte do ganhador da Mega-Sena Altair Aparecido dos Santos, de 43 anos, compareceu à Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Limeira, no interior de São Paulo, na tarde desta segunda-feira, 17. Em depoimento, ele negou o assassinato. "Eu nunca fiz nenhuma ameaça, isso é maldade com a gente. Fizeram isso para se aproveitar, já que eu estava no rolo da Mega-Sena", afirmou em entrevista.   Em depoimento, Oliveira admitiu ter dito que não havia mais lugar para ele na cidade, que pretendia mudar-se de Limeira para fazer um tratamento médico e também que o chateava ver os amigos fazendo festas com dinheiro sobre o qual ele disse ter direito. "A gente sempre jogava junto, às vezes um não pagava antes, mas ele (Altair) cobrava depois. Foi isso que aconteceu da vez que saiu o prêmio", afirmou durante entrevista.   Meses após o sorteio, cada um dos ganhadores deu uma parte em dinheiro para as duas pessoas que não tinham participado oficialmente daquela aposta. Oliveira disse ter recebido R$ 270 mil. "Depois disso eu até pedi mais R$ 25 mil para o Altair. Ele pediu 15 dias para pensar, disse que já tinham feito o que dava e ficou por isso mesmo."   O titular da DIG, João Batista Vasconcelos, descartou a possibilidade de pedir, neste momento, a prisão de Oliveira. "Ele é suspeito em tese, porque essa possibilidade foi aventada pela família", afirmou Vasconcelos. "Mas não vejo nenhuma necessidade de pedir a prisão e nem nenhum indício de que tenha sido ele (Oliveira)", afirmou. O delegado ainda completou: "Ele (Oliveira) é bem coerente no que fala". Oliveira foi liberado após depor. A polícia ouve nesta terça-feira os parentes, vizinhos e amigos de Santos.   O aposentado informou que na noite do domingo, deixou sua neta na casa da filha e tinha ido a uma lanchonete que costuma freqüentar, por volta de 21h30. "Pedi dois lanches e estava tomando minha cervejinha. Voltei para casa uns 40 minutos ou mais depois disso", afirmou.   Atualizado às 20h52 para acréscimo de informações

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