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Suspeito foi visto na FAU no dia seguinte

Ele foi retirado por vigias por não ser aluno; à noite, testemunhas o reconheceram na TV

Felipe Mortara, O Estado de S.Paulo

21 Maio 2011 | 00h00

Um dos suspeitos de matar Felipe Ramos de Paiva, de 24 anos, teria sido visto anteontem à tarde na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU), no câmpus do Butantã, zona oeste, antes de a polícia divulgar as imagens dos acusados. Duas pessoas disseram ao Estado que o homem tinha características semelhantes a um dos suspeitos e estava vestido com a mesma com roupa do vídeo da segurança da FEA, uma blusa listrada.

Segundo as testemunhas, o rapaz estava tomando cerveja no espaço de vivência da faculdade e foi retirado por seguranças da instituição por estar gritando e falando alto e após ser identificado como "não aluno". Uma funcionária da segurança da FAU teria pedido que ele deixasse o prédio, mas teve o braço torcido e voltou para buscar ajuda. Com a chegada de reforço da segurança, ele saiu da faculdade com um amigo. "Ele estava fumando e também parecia estar sob efeito de alguma coisa, por isso vieram cordialmente retirá-lo", afirma uma testemunha.

"Quando cheguei em casa, as imagens na TV me impressionaram. Depois pude conversar com outras pessoas que viram e tiveram a mesma impressão", declarou a fonte. O suspeito estava com outro homem, negro e alto, que deixou o local com o suspeito, sem nenhuma reação. "O colega não se parecia com nenhum dos mostrados nas imagens, tinha um dente da frente faltando, essa era uma característica marcante", contou outra pessoa que presenciou a cena.

Investigação. Da noite do assassinato de Felipe até a tarde de ontem, oito pessoas foram levadas ao Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP) por suspeita de participação no crime. Elas foram ouvidas e liberadas depois de não serem reconhecidas por testemunhas. A maioria das detenções ocorreu por meio do Disque-denúncia.

Dos averiguados, um era da região de Americanópolis, na zona sul da capital, e outro morador da Favela Real Parque, também na zona sul. A procedência dos demais não foi informada pelo DHPP. Segundo a polícia, um dos suspeitos afirmou que era pedreiro e tinha emprego fixo.

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