Suspeito é preso tentando assaltar banco com bilhete

Em cartão, ladrão informava placas de carros dos funcionários e ameaçava explodir veículos

Rafael Italiani, O Estado de S. Paulo

24 de junho de 2014 | 18h34

SÃO PAULO - O desempregado Djalma Gonçalves Vieira, de 41 anos, foi preso em flagrante na tarde desta segunda-feira, 23, tentando assaltar um banco na Rua Voluntários da Pátria, em Santana, na zona norte, utilizando um bilhete com ameaças aos funcionários da agência. De acordo com Fábio Pinheiro Lopes, delegado da 5ª Delegacia de Investigações sobre Roubo a Bancos do Departamento Estadual de Investigação Criminais (Deic), a gerente do banco acionou um botão sob a mesa ao receber o bilhete. Um segurança chamou a polícia.

Na carta entregue por Vieira à funcionária, o suspeito ameaçava explodir os carros e as residências dos funcionários do banco. "Isso deixou a gente perplexo pela cara de pau dele. Ele agia simplesmente com um blefe", afirmou o delegado. Ainda segundo o Deic, Vieira agia sozinho e nunca esteve acompanhado de comparsas, como o próprio acusado alegava na carta. "Ele ficava com todo o dinheiro. Não ficava ninguém do lado de fora da agência", afirmou o delegado. No início deste ano, um banco da mesma rede havia caído no golpe. Vieira lucrou R$ 400 mil sozinho no assalto, reformou a residência em Cotia e comprou dezenas de produtos eletrônicos e roupas de marca. 

"A gerente percebeu que se tratava do mesmo golpe e acionou o alarme secreto do banco", explicou o delegado. Todas as placas de carro que estavam no bilhete eram de funcionários do banco. "Temos a localização de todas as residências e seus respectivos donos. Caso saia tudo como deve ser, antes de sair estarei informando em que local foi colocado o dispositivo (explosivo) e como desativar o mesmo", explica Vieira na carta.

O acusado também tenta convencer as vítimas de que elas estão tomando a atitude correta ao dar o dinheiro do banco para ele já que o seguro pode cobrir o prejuízo. "Ninguém se machuca e vamos para o prejuízo para todos", explica o suspeito. No final do bilhete, outra advertência: "vamos cooperar". De acordo com o Deic, esta é a primeira passagem de Vieira pela polícia. Ele não estava armado durante a abordagem.

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