Suspeito é preso, mas nega ter matado jovem

Um dos acusados pela morte da jovem Luana Rodrigues de Souza, de 21 anos, na Favela da Rocinha, apresentou-se ontem na sede da 41.ª DP, na zona oeste da cidade. Acompanhado de um advogado, Ronaldo Patrício da Silva foi preso por causa de um mandado de prisão temporária pendente. Mas negou o crime e o atribuiu a um homônimo.

FELIPE WERNECK / RIO, O Estado de S.Paulo

18 Novembro 2011 | 03h04

Além de Silva, os outros suspeitos da morte são o ex-chefe do tráfico na Rocinha Antônio Bonfim Lopes, o Nem, Anderson Rosa Mendonça, o Coelho, Ronaldo Patrício da Silva, o Ronaldinho, Thiago de Souza Cherú, o Dorei, e Rodrigo Belo Ferreira, o Rodrigão.

Em maio, Luana saiu de casa, na Estrada das Canoas, em São Conrado, e foi à Rocinha. Nunca mais foi vista. Investigações indicam que ela vendia drogas fora da comunidade.

Serviços. Ontem, quatro dias após a Rocinha ser ocupada por forças de segurança, a presença de servidores públicos e funcionários de concessionárias era grande. A passarela da favela, projetada por Oscar Niemeyer, recebeu a primeira lixeira da prefeitura.

A Light instalou de manhã agência móvel no Largo do Boiadeiro. Até meio-dia, apenas 30 moradores haviam entrado na fila. Um funcionário distribuía panfletos informando que gato (ligação clandestina) é crime e sobre a "tarifa social" de energia.

A formalização da Rocinha tem preço. A aposentada Francisca Pereira, de 60 anos, disse que usava gatonet (TV a cabo clandestina) há 11 anos. Pagava R$ 35 mensais por 58 canais. A central foi cortada. "Estamos sem TV. Meu marido adora ver filme", diz ela, que achou alto o preço cobrado por operadoras de TV. / COLABOROU PEDRO DANTAS

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