Suspeito de matar ganhador da Mega-Sena é preso em Santos

Preso confessou o crime e diz que pretendia assaltar a vítima; ele havia fugido da prisão no começo de outubro

Tatiana Fávaro, de O Estado de S. Paulo,

25 de novembro de 2008 | 19h23

A Polícia Civil de Limeira prendeu nesta terça-feira, 25, Diego Sebastião dos Santos, de 21 anos, que confessou ter matado com um tiro no peito o comerciante Altair Aparecido dos Santos, de 44 anos. Altair foi morto na noite do dia 16 de novembro - ele era um dos 14 ganhadores de um prêmio de R$ 16 milhões da Mega-Sena em maio de 2007.   Veja também: Local da morte de ganhador da Mega-Sena foi alterado, diz IC Suspeito nega ter matado ganhador da Mega-Sena em Limeira  Problemas que a Mega-Sena traz aos ganhadores      De acordo com o titular da Delegacia de Investigações Gerais (DIG), João Batista Vasconcelos, a polícia chegou a Santos por meio de denúncias anônimas. Fugitivo da penitenciária Professor Ataliba Nogueira, em Campinas (a 90 km de São Paulo), Santos já foi condenado a 13 anos de prisão por dois casos de roubo, cumpriu 3 anos de uma das penas e fugiu do presídio no dia 4 de outubro. Ele deve ser indiciado pelo crime de latrocínio.   Em entrevista na Delegacia Seccional de Limeira, o preso afirmou estar arrependido. "Peço desculpas à família do rapaz. Não queria arrancar uma vida", disse. Santos contou que pretendia assaltar a residência de Altair dos Santos, no Condomínio Residencial Portal das Flores. "Atirei porque ele (Altair) reagiu", afirmou. À polícia, disse que não atirou para matar, mas para advertir a vítima. Aos jornalistas, Santos contou que, ao vê-lo armado, o comerciante pegou um cabo de vassoura e caminhou em sua direção.   O suspeito disse que a ação - entre chegar ao condomínio pelo terreno baldio nos fundos da casa da vítima, escolher a chácara que ia assaltar, vigiar o local até as pessoas que estavam no churrasco na casa saírem, pular o muro de três metros de altura e anunciar o roubo - durou aproximadamente uma hora e meia.   A polícia não dá o caso como encerrado. Nesta terça, os investigadores de DIG foram ao local do crime acompanhados de Santos para reconstituir a versão da história, segundo o suspeito. A arma do crime, um revólver calibre .32 não foi encontrada. Santos diz ter jogado o revólver no matagal próximo à chácara da vítima.   Na tarde desta terça, a polícia também promoveu uma acareação entre Santos e o aposentado Dorgival Bezerra de Oliveira, de 52 anos. Ele foi apontado pela família, na noite do crime, como principal desafeto da vítima. Oliveira e outro homem costumavam jogar com o grupo vencedor da Mega-Sena em bolões organizados por Altair em seu bar. Por não terem pago o valor da aposta exatamente naquele prêmio, ambos ficaram de fora do rateio do prêmio. "Num primeiro momento, eles demonstraram não se conhecer", afirmou o delegado da DIG.   Embora Diego Sebastião dos Santos tenha dito agir sozinho, a polícia trabalha com hipóteses como haver outros envolvidos no crime, vingança e "encomenda". Os policiais também têm informações sobre um seguro de vida de aproximadamente R$ 70 mil, no nome da vítima, que serão averiguadas. Ontem, amigos da família informaram que a viúva, Maria Izabel Cano, está fora da cidade. "O caso não está encerrado. Há laudos a serem concluídos, investigações sobre a motivação e pessoas para serem ouvidas", afirmou o delegado seccional, Aparecido Capello.

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