Polícia Civil/Divulgação
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Membro de uma das maiores quadrilhas de roubo a banco é preso

Suspeito de integrar bando liderado por 'Monstro', José Brito Barreto de Mattos, o 'Véio', foi detido em Itaquaquecetuba, na Grande SP

Felipe Resk, O Estado de S. Paulo

29 Julho 2015 | 10h56

Atualizado às 9h25 do dia 30/7

SÃO PAULO - A Polícia Civil prendeu nesta quarta-feira, 29, o último integrante de uma das maiores quadrilhas de roubo a banco do Brasil. Foragido há seis anos, José Brito Barreto de Mattos, mais conhecido como "Véio", de 54 anos, foi detido quando chegava em casa, em Itaquaquecetuba, na Grande São Paulo.

Segundo levantamentos do Setor de Investigações Gerais (SIG) da Delegacia Seccional de Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo, Mattos fazia parte do bando liderado por Rolídio Brasil de Souza Gama, o "Monstro", que foi preso em janeiro de 2014, quando passava a virada de ano com a família em Boiçucanga, no litoral norte de São Paulo. O chefe da quadrilha ganhou o apelido por causa da violência com que tratava suas vítimas.

Mattos era procurado pela polícia desde que fugiu da Penitenciária de Casa Branca, no interior, durante uma saída de indulto em 2009. Ao longo da apuração, os investigadores reuniram fotos em que o suspeito aparece disfarçado, com diferentes cortes e colorações de cabelo e bigode. No dia 6 de julho, a aparição mais recente, ele foi flagrado na Rua Vergueiro, na capital paulista, usando boina, óculos escuros e jaqueta preta.

Após levanter informações, os investigadores conseguiram localizar o endereço de Mattos - o último dos quatro integrantes da quadrilha a ser identificado. Os policiais montaram campana no local e conseguiram capturá-lo quando ele entrava em seu apartamento. O suspeito não resistiu à prisão. Na casa dele, também foram apreendidos 16 aparelhos celulares. 

Aos policiais, "Véio" teria confessado participação em sete assaltos a banco, todos na cidade de São Paulo. Ao menos um desses roubos teria sido praticado após a prisão dos outros integrantes do bando, o que faz a Polícia Civil investigar se Mattos passou a atuar com outras quadrilhas. Outros possíveis crimes cometidos por ele também estão sendo levantados.

Segundo a Polícia Civil, a função de Mattos era entrar na agência bancária e avaliar se a situação era propícia para o assalto. Ele usava disfarces, para não chamar atenção dos seguranças e se passar por um cliente comum. Como agia desarmado, não era acusado pelo detector de metal das portas giratórias. Uma vez dentro, ajudava os comparsas a invadirem a unidade e praticarem o roubo.

Em filmagens analisadas pelo SIG, Mattos parece demonstrar tranquilidade durante os assaltos. A postura contrasta com a do chefe da quadrilha, o "Monstro", que chegou a ser o ladrão mais procurado do Estado, com mais de 50 participações em assaltos e 45 mandados de prisão expedidos contra ele.

"Para a Polícia Civil, era uma questão de honra prendê-lo. Nós o consideramos um dos maiores ladrões de banco de São Paulo", afirmou o delegado Marcos Batalha, titular da Seccional de Mogi. Por ser considerado foragido, Mattos já foi encaminhado para o Centro de Detenção Provisória de Suzano, na Grande São Paulo.

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