Suspeito de assassinar 8 crianças na Baixada Santista é preso

Apontado como o maior serial killer da região, homem de 62 anos se aproximaria das famílias para escolher suas vítimas - 7 meninas e um garoto com idades entre 5 e 12 anos; corpos foram encontrados em lagos ou rios com braços e pernas amarrados

José Maria Tomazela, O Estado de S. Paulo

09 Dezembro 2015 | 13h51

SOROCABA - A Polícia Militar prendeu, na tarde desta terça-feira, 8, um homem suspeito de ter assassinado oito crianças, entre os anos de 1992 e 2003, na Baixada Santista, litoral de São Paulo. A maior parte das vítimas foi jogada ao mar ou rios da região com os braços e pernas amarrados. O caminhoneiro Douglas Baptista, de 62 anos, foi abordado pelos policiais no bairro Quietude, em Praia Grande. A equipe da PM fazia uma ronda de rotina e o suspeito tentou se esconder, chamando a atenção dos policiais.

Baptista estava com a prisão decretada pela 3.ª Vara Criminal de São Vicente desde outubro deste ano. Considerado o maior serial killer da Baixada, o caminhoneiro se aproximava das famílias das crianças, próximo do local em que residia, e passava a ser conhecido das vítimas, antes de matá-las. Das oito vítimas, sete eram meninas, uma delas enteada do suspeito. As crianças mortas tinham entre 5 e 12 anos. 

Nos últimos ataques, em 2003, Baptista teria matado as meninas Nathaly Jennifer Ribeiro e Najila de Jesus, ambas de 5 anos. Elas foram levadas da frente de casa, no Jardim Sambaiatura, em São Vicente, no dia do Natal. Os corpos foram encontrados no Rio Aguapeú, em Itanhaém, litoral sul, com os pés e mãos fortemente amarrados.

Uma testemunha identificou o carro de Baptista no local do crime e ele foi preso. O caminhoneiro acabou recebendo alvará de soltura por falta de provas e se mudou para a região de Porto Alegre (RS), retornando anos depois. As evidências contra ele foram reforçadas por novas investigações.

De acordo com a Polícia Civil, com a prisão do suspeito podem ser retomadas buscas de corpos que nunca foram encontrados. Há ainda a possibilidade de surgirem novas vítimas.

Baptista foi levado para a Cadeia Pública de São Vicente, mas deve ser transferido para um presídio. Até a manhã desta quarta-feira, 9, ele não tinha constituído advogado.

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