Suspeito de agredir mulher é morto pela PM na zona sul de SP

o mecânico de manutenção Evaldo Bento Souza, de 44 anos, também teria tentado atropelar os oficiais duas vezes

Felipe Resk, O Estado de S. Paulo

02 Março 2015 | 15h56

SÃO PAULO - Suspeito de agredir a própria mulher, o mecânico de manutenção Evaldo Bento Souza, de 44 anos, morreu em uma troca de tiros com policiais militares na zona sul da capital paulista na noite deste domingo, 1º. Segundo a Polícia Civil, ele também teria tentado atropelar os PMs duas vezes.

Por volta das 21h30, uma mulher parou uma viatura da PM na Avenida Maria Coelho Aguiar, no Jardim São Luís, próximo a uma igreja, e disse que havia sido agredida pelo marido. Ao notar a aproximação dos agentes, Souza teria entrado em um carro cinza e acelerado. A Polícia Civil afirma que o mecânico quase atropelou um dos policiais ao tentar fugir.

Os policiais começaram uma perseguição ao suposto agressor. Na delegacia, eles relataram que o suspeito atirou contra a viatura, na altura da Rua Nova do Tuparoquera, mas errou o disparo. Depois, a PM armou um cerco na região e Souza teve de parar o carro na Rua Antônio de Sena, a cerca de dois quilômetros do início do confronto.

De acordo com a versão da polícia, os agentes desceram da viatura e tentaram se aproximar do carro do suspeito. Nesse momento, Souza teria tentando mais uma vez atropelar os oficiais e voltou a atirar contra eles. O mecânico acabou baleado na troca de tiros - nenhum policial ficou ferido.

Apesar de ter sido levado ao Hospital do M'Boi Mirim, também na zona sul, Souza não resistiu aos ferimentos provocados pelos disparos dos policiais. Os policiais apreenderam a arma do suspeito, um revólver calibre 38, além do carro da marca Peugeot e de um pacote contendo uma erva, segundo a Polícia Civil, "semelhante à maconha".

Aos policiais, a mulher do mecânico afirmou que ele se tornava agressivo quando bebia - o que teria se repetido no domingo. Segundo relato, Souza chegou bêbado em casa por volta das 17 horas e, ao perceber que havia esquecido os documentos na casa de um amigo, exigiu que mulher fosse com ele buscar. Ele teria, inclusive, mostrado a arma para ameaçá-la.

Por envolver policiais militares, o caso vai ser investigado pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) como morte decorrente de intervenção policial. A ocorrência também foi registrada como posse ou porte ilegal de arma de fogo de uso restrito, resistência e tentativa de homicídio.

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