Arquivo/AE
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Suspeito assumiu informalmente morte de menina, diz delegado

Gabriela, de 8 anos, foi baleada na cabeça durante assalto à casa de sua família em Rio Claro, no interior de SP

Tatiana Fávaro, de O Estado de S. Paulo,

25 Maio 2009 | 17h41

O titular da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Rio Claro, interior de São Paulo, Paulo Nabuco, disse nesta segunda-feira, 25, que o adolescente K.O.A, de 17 anos, detido em Dracena (a 647 quilômetros da capital paulista) no último sábado, sob suspeita de participar do assalto que terminou com a morte de G.N.A, de 8 anos, na terça-feira passada, 19, assumiu informalmente à Polícia Civil ter sido o autor do disparo que matou a garota.

 

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Segundo Nabuco, o menor disse que o disparo teria sido acidental, mesma tese sustentada pela advogada do menor, Simone Widmer, no sábado. "A defesa trabalha com a informação de que a arma era muito velha e disparou sozinha. Ele diz que foi o autor dos disparos. Mas tudo isso pode ser orientação dos advogados, até porque o outro suspeito é maior de idade", afirmou o delegado. A polícia investiga o paradeiro do outro suspeito, que fugiu da casa de seus parentes em Dracena, onde ambos estavam escondidos.

 

K. ainda não foi ouvido oficialmente pela polícia. No último sábado, o adolescente falou à Promotoria de Rio Claro, e deverá prestar depoimento à Justiça dentro de cinco dias, segundo informou o promotor da Vara da Infância e Juventude, Roberto Pinto dos Santos, responsável pelo caso.

 

O promotor de plantão no último sábado, José Maria Gomes, ofereceu representação contra o menor. O processo para o crime de latrocínio foi instaurado pela Justiça e o adolescente foi levado para a Fundação Casa, em internação provisória, até o julgamento. Ao contrário da informação divulgada no último sábado, K. foi para a Fundação Casa de Piracicaba, e não de Rio Claro.

 

Segundo informou o promotor José Maria Gomes, o adolescente poderá ser ouvido por carta precatória, para evitar transferências de uma cidade para outra, o que ainda não foi definido pela Justiça. Após o depoimento do menor, a Justiça ouvirá as testemunhas de acusação e de defesa e tem prazo de 45 dias, a contar do último sábado, para dar a sentença.

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