Suspeita é de que 150 inscritos tenham sido beneficiados

De acordo com a polícia, os chamados "pilotos" faziam as provas e depois repassavam os gabaritos a outros integrantes da quadrilha, que enviavam as respostas a outros suspeitos. Em seguida, os gabaritos eram passados por mensagem ou ponto eletrônico - espécie de escuta que fica no ouvido na pessoa - para os estudantes que faziam as provas. Segundo o delegado Fernando Lima, o sistema de aplicação do Enem é "vulnerável" porque pessoas com cabelos compridos não são obrigadas a prendê-los durante o exame.

Marcelo Portela e Florence do Couto Santos, Especial para o Estado, O Estado de S.Paulo

20 de dezembro de 2013 | 02h02

O delegado acredita que até 150 pessoas tenham sido beneficiadas pelo esquema mediante pagamentos que variavam entre R$ 70 mil e R$ 100 mil. A polícia mineira encaminhou à PF diversos documentos, incluindo dois cadernos de provas apreendidos com José Cláudio, cerca de 30 horas de gravações de telefonemas entre ele e outro chefe do grupo, Quintino Ribeiro Neto, de 63, além de interceptações de mensagens eletrônicas com parte dos gabaritos e comemorações pelo índice de acerto das questões das provas.

Fraude. Neste ano, o Ministério da Educação avisou antes dos exames que todos os flagrados com ponto eletrônico seriam eliminados, assim como aqueles que postassem informações sobre a prova na internet.

Houve a eliminação de 65 candidatos que postaram na internet fotos dos cadernos de questões durante a prova.

Em Fortaleza, uma treineira de 16 anos - que ainda está no 1.º ano do ensino médio - admitiu ter postado foto do cartão-resposta no sábado. Ela tentou e fazer as provas no dia seguinte, no câmpus do Itapery, da Universidade Estadual do Ceará (Uece), mas foi impedida.

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