Reprodução| Facebook
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Suspeita de matar gestante no interior de São Paulo se entrega à polícia

Corpo foi deixado dentro de um tambor nos fundos de uma casa; investigações apontam que acusada planejava ficar com o bebê

Rene Moreira, Especial para O Estado

14 de outubro de 2016 | 16h39

Se entregou nesta sexta-feira, 14, Mirian Aparecida Siqueira, de 25 anos, suspeita de matar Valíssia Fernandes de Jesus, de 15 anos, que estava grávida de oito meses. Para a polícia, ela assassinou a adolescente a facadas e retirou o feto abrindo a barriga de Valíssia. O bebê acabou morrendo.

Mirian se apresentou em Sertãozinho (SP) e foi levada para a delegacia de Pitangueiras (SP), local onde ocorreu o crime. Ela chegou com a mãe e não quis falar sobre o ocorrido. Sua prisão temporária já foi pedida.

O delegado Maurício José Nucci diz que ela deve responder por homicídio qualificado e crime de aborto sem consentimento da mãe. Se somadas, as penas podem chegar a 40 anos de prisão.

A polícia acredita que o crime envolvendo a adolescente, na última quarta-feira, 12, tenha sido premeditado. O corpo de Valíssia estava dentro de um tambor nos fundos de uma casa e o feto no interior do banheiro, ao lado de parte do útero. 

Gravidez. Quem achou o corpo foi o dono da residência, que é marido de Mirian. Ele contou que a mulher tinha dito que estava grávida. Mirian foi flagrada lavando o quintal horas após entrar com a vítima no imóvel, no Jardim Bela Vista.

Investigações apontam para a possibilidade de que a suspeita tivesse gravidez psicológica e planejou ficar com o bebê da adolescente. Antes de fugir, ela teria dito ao marido que matou a gestante em legítima defesa após ser atacada, argumento que repetiu em mensagem a uma amiga.

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