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Felipe Resk/Estadão
Felipe Resk/Estadão

Suspeita de bomba na CPTM paralisa operação de trens

Artefatos encontrados em Guaianases, Itaquera e no Brás eram, segundo a SSP, tubos cheios de areia; paradas foram liberadas

Diego Moura e Felipe Resk, O Estado de S. Paulo

11 de dezembro de 2015 | 08h48

Atualizado às 16h43

SÃO PAULO - Uma série de suspeitas de bomba paralisou a operação de trens na zona leste da capital paulista e provocou transtornos para os usuários da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPMT) nesta sexta-feira, 11. 

Sob ameaça de explosão, as estações Guaianases e Corinthians-Itaquera, da Linha 11-Coral, precisaram ser evacuadas e ficaram fechadas por cerca de cinco horas. A Estação Brás, a última a receber o alerta, também foi isolada - mas por menos tempo. Segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP), os artefatos apreendidos pela Polícia Militar eram, na verdade, tubos cheios de areia.

Por volta das 6h, a Polícia Militar recebeu o primeiro alerta: um artefato suspeito foi encontrado na Plataforma 4 da Estação Guaianases. Cerca de 20 minutos depois, uma mochila seria abandonada dentro de um vagão em Corinthians-Itaquera, que faz interligação com a Linha 3-Vermelha, do Metrô. O último chamado aconteceu por volta das 10h15, no Brás, onde há baldeação tanto para o Metrô quanto para a Linha 10-Turquesa da CPTM. 

Com risco de os objetos serem explosivos, o Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate) da PM foi acionado e os usuários tiveram de deixar as plataformas. Das 6h10 até as 11h, a suspeita de bomba interrompeu a circulação de trens entre as Estações Antonio Gianetti Neto e Tatuapé. A partir das 10h15, o trecho até a Estação da Luz, na região central, também foi interrompido.

Acionado, o Gate fez varreduras nas plataformas e usou cães farejadores para tentar localizar as supostas bombas. Os objetos foram apreendidas pelos policiais e não precisaram ser detonados nas estações. De acordo com a SSP, os artefatos encontrados eram todos simulacros contendo tubos cheios de areia.

Transtorno. A interrupção dificultou principalmente o transporte de pessoas que precisavam ir ou vir da Grande São Paulo e provocou superlotação em estações do Metrô. "Vou ter de fazer mais horas no serviço por causa do atraso", disse a pacoteira Rosângela da Conceição, de 27 anos, que chegou na Estação Corinthians-Itaquera às 8h e trabalha em um mErcado de Ferraz de Vasconcelos. "Quem usa o trem termina pagando por algo que não tem culpa."

Situação semelhante passou a assistente operacional Eridan Loiola, de 29 anos, que precisava ir até Suzano para uma atIvidade do escritório onde trabalho. "Faço esse percurso uma vez por semana, mas escolhi o dia errado", lamentou. Ela chegou à estação por volta das 8h30, mas não conseguiu embarcar. "Pior que a gente fica sem previsão de quando vai voltar a funcionar."

O promotor de vendas Tiago Pereira, de 29 anos, estava na Estação Guaianases no momento em que houve a evacuação e relatou confusão e "empurra-empurra". Pereira trabalha em Mogi das Cruzes e teve de ir de ônibus até Suzano e, de lá, pegar outra condução até o trabalho. "Levo uma hora para chegar a Mogi saindo da Vila Matilde. Saio 6h30 e chego 7h30, no máximo 7h40. Hoje vou chegar por volta das 9 horas", disse o promotor de vendas. "Com suspeita de bomba ou sem suspeita de bomba, uma coisa é certa: os problemas na CPTM são constantes."

A São Paulo Transporte (SPTrans), empresa municipal responsável por operar o sistema de ônibus, afirma que foi avisada das ocorrências pela CPTM por volta das 6h40 e alterou o itinerário de dez linhas que teriam como destino as Estações Guaianases e José Bonifácio.

Esses coletivos param para desembarque na Estação Corinthians-Itaquera. Segundo a SPTrans, não foi solicitado acionamento do Plano de Atendimento entre Empresas de Transporte em Situação de Emergência (Paese).

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