Surto de gripe suína é o maior desde 2009

O governo do Estado atualizou ontem o número de mortes em São Paulo por gripe suína (H1N1). Desde 1.º de janeiro, foram pelo menos 259 casos. E o número tende a aumentar, já que os dados de junho ainda não foram fechados, segundo o coordenador de Controle de Doenças da Secretaria de Estado da Saúde, Marcos Boulos. O infectologista afirma que São Paulo vive o segundo maior surto da gripe desde 2009.

Adriana Ferraz, O Estado de S.Paulo

04 Julho 2013 | 02h06

"Todo ano enfrentamos uma epidemia, mas a deste ano tem uma intensidade maior. Os municípios da Grande São Paulo, contando a capital, já demonstram estabilidade, mas os do interior registram alta. A gripe está migrando para cidades como Sorocaba, São José do Rio Preto e Ribeirão Preto", diz Boulos. A expectativa do coordenador é que os dados continuem crescendo até outubro, mas em um ritmo menor.

A Secretaria da Saúde já comemora os dados prévios de junho em relação ao mês anterior. De acordo com a pasta, o número de mortes caiu 85,4%. Em maio, foram registradas 137 mortes e no mês passado, 20. Essa lista também pode conter casos ocorridos antes de maio e que só tiveram confirmação posterior para o vírus influenza A (H1N1), fato comum durante a investigação epidemiológica.

Cuidados. Contra a gripe, as recomendações são evitar ambientes fechados e com aglomeração de pessoas durante o inverno. Os médicos também indicam hábitos simples para reduzir os riscos do contágio, como lavar a mão várias vezes ao dia, tomar muito líquido e manter uma boa alimentação.

Neste ano, a secretaria distribuiu cerca de 5,5 milhões de doses do antiviral oseltamivir, indicado para o tratamento da doença. Para que alcance o resultado desejado, no entanto, Boulos explica que o tratamento deve ser iniciado em até 48 horas após o início dos sintomas.

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