Supervisor de ensino é morto a tiros na zona leste de SP

Crime acontece um dia depois de uma escola da região ser fechada após briga entre estudantes

Solange Spigliatti, do estadao.com.br,

13 de novembro de 2008 | 13h49

Um dia depois de uma escola ser fechada por uma briga de alunos, um supervisor de ensino da Coordenadoria da Educação foi morto a tiros. O crime aconteceu na manhã desta quinta-feira, 13, em Guaianases, na zona leste. De acordo com informações iniciais da Polícia Militar, o crime aconteceu por volta das 8h30, quando o supervisor chegava à coordenadoria e um suspeito passou atirando. Ele conseguiu fugir e não foi preso até a tarde desta quinta.   Veja também:  Alunos brigam, trancam professores e quebram escola na zona leste de SP   Só neste ano, 50 ocorrências desse tipo   Para especialistas, educar é melhor do que punir    Na quarta, uma briga fechou a Escola Estadual Amadeu Amaral, no Belém, também na zona leste. Os estudantes começaram a depredar o colégio, por volta das 9h40. Pedras e carteiras foram arremessadas nos vidros, portas arrombadas, tapas e socos fizeram os professores, acuados, se trancarem dentro de uma sala. A "rebelião" só terminou por volta das 12 horas com a entrada da PM, acionada por vizinhos e funcionários da unidade. Em meio à correria, adolescentes de 5ª a 8ª séries choravam e gritavam e a diretora da escola desmaiou, segundo testemunhas. U., uma aluna de 15 anos que teria sido pivô da confusão, ficou levemente ferida.   Funcionários da escola apontam a existência de um grupo chamado Primeiro Comando do Amadeu Amaral (PCAA) como responsável pelo tumulto e de outros ocorridos este ano. André Pimentel, delegado titular do 81ºDP, afirma que a escola apresenta um histórico de brigas e depredações. Um inquérito foi instaurado, mas, segundo o delegado, não há gangues agindo na escola.   Na segunda, um professor relatou à reportagem que houve tentativa de incêndio da escola por parte dos alunos, o que fez todos serem liberados mais cedo. José Carlos Alves, de 44 anos, pai de uma aluna do ensino médio conta que sua filha chegou a ligar de dentro da sala, pedindo para ele buscá-la. "Ela me ligou desesperada, falando que queriam colocar fogo na escola. Desse jeito não dá mais. E hoje (quarta) soube por um parente que outra confusão acontecia no colégio."

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.