Reprodução/Redes Sociais
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Supermercados 'escondem' bebidas e produtos não essenciais em Sorocaba

Depois que a cidade regrediu da faixa laranja para a vermelha do Plano São Paulo, a prefeitura passou a autuar estabelecimentos pela venda proibida

José Maria Tomazela, O Estado de S.Paulo

01 de julho de 2020 | 19h49

SOROCABA - Prateleiras cobertas com mantas escuras, para proteção contra o novo coronavírus, chamam a atenção em supermercados de Sorocaba, no interior de São Paulo. Depois que a cidade regrediu da faixa laranja para a vermelha do Plano São Paulo, em que apenas produtos essenciais podem ser comercializados, a prefeitura passou a autuar estabelecimentos que expõem para venda outros produtos, inclusive bebidas alcoólicas. O decreto, assinado no último dia 26, entrou em vigor na segunda-feira, 29.

Nesta quarta-feira, 1º, 80 estabelecimentos foram fechados por estarem expondo produtos não incluídos na lista dos essenciais - alimentos, produtos de higiene e limpeza e para alimentação de animais. Desses, 25 reabriram depois de cumprir as orientações do decreto. A norma da prefeitura prevê que lojas, mercados e outros estabelecimentos só podem funcionar para a venda de produtos de alimentação ou de higiene pessoal. A multa por descumprimento vai de R$ 276,10 a R$ 2,7 milhões e só é aplicada em caso de reincidência.

Em um supermercado de rede, todo o setor de bebidas alcoólicas foi coberto com manta plástica preta. O gerente João Alberto Diniz disse que a medida foi tomada depois de um alerta distribuído pela gerência geral da rede. Outro grande supermercado isolou com fitas amarelas e lonas plásticas o setor de calçados e vestuário. A prefeitura informou que as novas regras foram discutidas com diretores de redes de supermercados para definir a estratégia de venda do que é essencial. A forma de retirar da exposição à venda produtos não essenciais foi definida pelos estabelecimentos.

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