Sumiço de armas provoca mudança na polícia de São Paulo

O diretor da Divisão de Operações Especiais do Deic e o delegado do Garra foram substituídos por decisão do governo

Mariana Naviskas, Especial para O Estado

10 de novembro de 2014 | 20h13

SÃO PAULO - O escândalo do sumiço de 90 armas do Grupo Armado de Repressão a Roubos e Assaltos (Garra) fez mais duas vítimas. O diretor da Divisão de Operações Especiais do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) e o delegado responsável pelo Grupo Armado de Repressão a Roubos e Assaltos (Garra) foram substituídos no último sábado por decisão do governo. 

Artur José Dian, titular do Garra, deixou o cargo e vai assumir a posição de delegado na Unidade de Inteligência Policial. Em seu lugar foi nomeado Marcos Ricardo Parra. Já a Divisão de Operações Especiais (DOE) deixa de ser comandada pelo delegado Paulo Sérgio Pilz e Campos Mello - que atuará no Serviço Aerotático (SAT) -, e passa para a responsabilidade de Juliana Pereira Ribeiro Godoy Rodrigues. 

As mudanças foram decididas após a Corregedoria da Polícia Civil concluir o inquérito que apurou o desaparecimento de 75 revólveres, 12 submetralhadoras e três fuzis da sede do Garra. Na semana passada, dois acusados foram indiciados pelo crime, que aconteceu dia 20 de outubro: o investigador Francisco Ricardo Correa, preso em flagrante por peculato, e o segurança Fernando Campioni, que está foragido.

As substituições dos delegados foram publicadas na edição de sábado do Diário Oficial do Estado. A Secretaria da Segurança Pública não quis se manifestar nesta segunda sobre as mudanças. Na semana passada, o secretário Grella solicitou, ao delegado-geral da Polícia Civil, Luiz Maurício Blazeck, a abertura de auditorias em todas as unidades da polícia.

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