Sujeira e obra malfeita

SABESP

O Estado de S.Paulo

03 Março 2012 | 03h02

Em 16/2 a Sabesp constatou um vazamento na rede de esgoto na Rua Capitão Otavio Machado. As obras começaram no dia seguinte e o cenário parecia de guerra: via interditada, viaturas da CET e sujeira, já que a rede de esgoto de mais de 50 anos estava rompida. Foi aberta uma grande vala e a obra foi se estendendo. Enquanto isso, funcionários da empresa contratada pela Sabesp urinavam na rua, aumentando a sujeira. Em 22/2, após a conclusão da obra, além de não limparem a via, um trecho da rua recebeu só uma camada fina de asfalto e parte da calçada danificada por uma retroescavadeira não foi reparada. Para piorar, um caminhão da Sabesp contribuiu para o solapamento da vala! Asfalto pela metade, vala solapada, água empoçada e rua suja. Esse é o padrão de qualidade da Sabesp?

ELIZABETE AKEMI YUHARA / SÃO PAULO

O superintendente da Unidade de Negócio Sul da Sabesp, Roberval Tavares de Souza, informa que, em 28/2, uma equipe esteve no local e executou as reposições da capa asfáltica e do piso cimentado do passeio, assim como a limpeza da rua.

A leitora questiona: É estranho. Em 28/2, até as 17 horas, ninguém apareceu para limpar a rua, que continua com pedregulhos e cheia de areia que foi usada na recomposição da calcada de uma das casas vizinhas. O buraco na calçada danificado pela retroescavadeira permanece. E as equipes que foram ao local disseram que a sujeira deixada pela obra deve ser retirada pela Prefeitura! Por que a Sabesp não checa em campo o "belo" serviço prestado por suas terceirizadas?

POMPEIA

Motos de oficina na calçada

Na Rua Tucuna funciona uma oficina de motos. As motos ficam na calçada e no meio-fio, espalhando sujeira, atrapalhando e impedindo a circulação de pedestres. Indaguei ao dono sobre o alvará e ele disse que não tinha. Perguntei por que as motos ficam fora da oficina e ele respondeu que era por falta de espaço. Em 24/11 a Subprefeitura Lapa informou que a oficina havia sido autuada e teria 30 dias para se regularizar ou encerrar a atividade. Não só não houve o fim da atividade, como a oficina funciona aos fins de semana!

JOSÉ ANTONIO A. JUNIOR

/ SÃO PAULO

A Subprefeitura Lapa diz que o local está em fase de processo administrativo. Esgotados os prazos e os recursos legais sem a regularização, o imóvel será fechado administrativamente, interrompendo a sua atividade comercial.

O leitor questiona: Os prazos estipulados por lei já foram ultrapassados há muito tempo. A primeira reclamação é de 2009 e a subprefeitura noticiou a autuação no fim de 2011. Em 13/2 um carro da subprefeitura esteve na oficina e, segundo o fiscal, o proprietário foi intimado a fechar as portas em cinco dias, sob pena de lacração do estabelecimento. Mas, passado o carnaval, a oficina reabriu. A porta é mantida entreaberta, mas as motos ainda são consertadas na calçada. Embora haja fiscalização, é difícil acompanhar o processo até o fim. Ou o local já estaria lacrado.

VILA BEATRIZ

Parque sem bebedouros

Em dezembro foi inaugurado o Parque das Corujas, na Vila Beatriz, onde foram instalados aparelhos de ginástica para frequentadores. O parque fica ao lado da Praça Dolores Ibarruri, também conhecida como Praça das Corujas. A praça foi reinaugurada em fevereiro de 2010 e, agora, conta com longos passeios, alguns em forma de pista circular, que permitem a prática de caminhadas e corrida. Embora este novo complexo permita à população a prática de atividade física, não foi instalado nenhum bebedouro ou fonte de água potável no parque ou na praça. Acho estranho, pois outros parques e praças (Parque do Ibirapuera, Parque do Povo, Praça Buenos Aires) possuem fontes de água. É válido criar alternativas para que a população pratique exercícios, mas, nesse caso, faltou pensar no bem-estar dos frequentadores do local.

ARTUR HOLENDER / SÃO PAULO

A Subprefeitura Pinheiros informa que a Praça Dolores Ibarruri e a área verde adjacente ao Córrego das Corujas, conhecida como Parque das Corujas, não são parques públicos, mas áreas verdes e, por isso, não contam com infraestrutura suficiente que possibilite a instalação de bebedouros.

O leitor reclama: Acho que a necessidade desta infraestrutura não deve ser definida por nomenclaturas como parque, praça ou área verde. A existência de equipamentos de ginástica e pista para caminhada/corrida já deveria prever a instalação de bebedouros.

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