Sucesso faz Samba da Vela virar modelo no País

O sucesso do Samba da Vela - já a partir de 2000, quando a cantora Beth Carvalho conheceu a Comunidade e, ato contínuo, virou sua madrinha - inspirou outras rodas de samba da cidade e do País a seguirem caminhos parecidos.

Vitor Hugo Brandalise, O Estado de S.Paulo

19 de julho de 2010 | 00h00

"Em 2006, eram cinco rodas de samba na cidade toda. Hoje, são 29, a maioria declaradamente "discípula" do Samba da Vela", disse o sambista e pesquisador Osvaldinho da Cuíca, entusiasta do grupo. "Há rodas parecidas em Belo Horizonte, Curitiba, Brasília e Santa Catarina. Daqui a pouco, vamos ter de registrar a marca...", brincou.

Em São Paulo, o último grupo a se inspirar declaradamente nos sambistas de Santo Amaro é o Projeto Samba na Cumbuca, criado no ano passado no Butantã, na zona oeste, também com o intuito de ressaltar sambistas locais. "Só tocamos sambas inéditos, nunca gravados, ou os mais tradicionais, de raiz mesmo", conta Felipe Doro, um dos organizadores do projeto. "Nos consideramos filhos do Samba da Vela."

Grupos parecidos se multiplicaram em todas as regiões da cidade - caso do Pagode do Cafofo, do Jardim Marília, na zona leste, que lançou disco em maio com canções tradicionais de compositores locais. "Hoje, cada região da cidade tem não apenas uma, mas três ou quatro rodas de samba tradicionais", disse Wagner do Valle, organizador do evento.

"Quando bem feito, o samba impõe respeito. Traz congregação e disciplina à comunidade", explica Osvaldinho da Cuíca, autor do livro Batuqueiros Paulistanos. "Desse jeito, essa tendência ainda vai longe."

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