Subsolo será cada vez mais ocupado

Com o adensamento das áreas mais valorizadas nas próximas décadas, vai ser cada vez mais natural a ideia de se voltar para dentro da terra.

O Estado de S. Paulo

24 de janeiro de 2014 | 23h50

Enquanto a cidade ergue novas estruturas e redesenha a paisagem, um espaço antes pouco utilizado ganha força: o subsolo. Com o adensamento das áreas mais valorizadas nas próximas décadas (o que inclui uma retomada do centro paulistano para residências), vai ser cada vez mais natural a ideia de se voltar para dentro da terra.

O arquiteto Lucio Gomes Machado, da Gomes Machado Arquitetos Associados, diz que não entende por que ainda há resistência em se construir no subsolo, já que a cidade atual favorece isso. "São Paulo é muito limitada. A rua é estreita, a calçada é estreita... Uma das coisas que provavelmente vão acontecer é a vida subterrânea", diz Machado. "Só o metrô existe no subsolo, mas é só o meio de transporte", afirma o arquiteto, apontando que há potencial para mais.

Justamente por ser especialista em subsolo, o Metrô parece ter compreendido esse potencial. Tanto é que a Linha 6-Laranja, com previsão de abertura em 2018, prevê espaços mais amplos sob a superfície. A Estação Brasilândia, por exemplo, terá até um terminal de ônibus. E, já que o sol é sempre bem-vindo, também terá claraboias para deixar entrar a luz natural da superfície.

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