Subsídio para desfiles virou tema de campanha

RIO - O patrocínio privado para os enredos de carnaval já foi tema de campanha política nas últimas eleições para a prefeitura do Rio, tamanha a polêmica em torno do tema. Um dos aspectos mais questionados é o conflito de interesses do subsídio público aos desfiles também patrocinados por empresas privadas. Oficialmente, as escolas conseguem captar até R$ 5 milhões com verbas da prefeitura da cidade, da Liesa e de empresas estatais patrocinadoras.

O Estado de S.Paulo

20 Janeiro 2013 | 02h03

"O dinheiro público está a serviço de um interesse privado, para um espetáculo que é merchandising de uma marca", critica Luiz Antonio Dimas. Segundo ele, o duplo financiamento gera uma "avalanche de dinheiro para criar um espetáculo tipo Broadway" que descaracterizaria o carnaval carioca. Ele destaca que o encarecimento dos desfiles é legitimado pelos resultados dos jurados, que valorizam o espetáculo "pirotécnico, com performances e efeitos".

Rachel Valença também faz coro às críticas, ressaltando a falta de transparência e fiscalização dos gastos. "O carnaval é uma questão turística e cultural do Rio e, portanto, pública. Toda a estrutura é feita com dinheiro público e no espaço público, mas os governos têm se eximido da responsabilidade de fiscalizar."

Na Sapucaí, as exceções entre os enredos patrocinados são a União da Ilha, com tema sobre Vinicius de Moraes, e a Portela, que homenageia o bairro de Madureira. / A.P.

Mais conteúdo sobre:
Carnaval 2013

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.