Subprefeitura faz segundo dia de blitze no Ceagesp

Operação limpeza envolve 400 fiscais; na quarta, 171 toneladas de caixas de madeira foram apreendidas

Marcela Spinosa, do Jornal da Tarde, e Paulo R. Zulino, do estadao.com.br,

16 de agosto de 2007 | 08h54

A operação de limpeza no entorno da Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp), na zona oeste de São Paulo, continua nesta quinta-feira, 16. De acordo com informações da Subprefeitura da Lapa, a ação deve continuar até sexta-feira, 17. A operação envolve cerca de 400 fiscais da Prefeitura, guardas-civis, além de policiais civis e militares. Nesta quinta, os fiscais se concentram no portão 3 da Ceagesp, na Avenida Gastão Vidigal, no Jaguaré. As cargas só são liberadas depois que as notas fiscais dos produtos são apresentadas. Sem a documentação necessária, as mercadorias acabam sendo apreendidas. Ao longo do dia, o setor de caixarias também vai ser inspecionado. Na quarta-feira, o órgão recolheu 171 toneladas de caixas de madeira, fechou e autuou comércios irregulares. A Secretaria Estadual da Fazenda vistoriou se os produtos que entravam e saiam do local tinham nota fiscal. O principal alvo da operação foi o comércio de caixas de madeira ao redor do maior ponto de venda de alimentos da capital. O subprefeito da Lapa, Paulo Bressan, disse que as caixas são deixadas nas calçadas, vendidas e reaproveitadas para embalar produtos. O subprefeito acusa a diretoria da Ceagesp de ser conivente com este tipo de comércio. "Já conversamos com a diretoria, mas tudo continua igual", afirmou. "Ano passado retiramos 53 toneladas de caixas. Se eles (Ceagesp) continuarem permitindo isso, iremos autuá-los." Multas As multas chegaram ainda na quarta-feira. Foram 21 punições por falta de limpeza e por caixas deixadas nas calçadas da Ceagesp. O presidente do entreposto, Francisco Cajueiro, rebateu as afirmações. "Não tenho autoridade para coibir o comércio de caixas. O subprefeito (Bressan) e as áreas específicas têm o poder legal para isso." Cajueiro disse ainda que os caminhões devem deixar as mercadorias e sair da Ceagesp com as caixas. Segundo Cajueiro, o comércio de caixas movimenta R$ 200 milhões por ano. Cajueiro sugeriu a criação de um programa de reaproveitamento do material em vez de coibi-lo. "Falta uma ação coletiva", disse. Já os caminhões foram os alvos da Secretaria da Fazenda. No total, 2.172 veículos foram vistoriados. Quatro tiveram as mercadorias apreendidas por não apresentarem nota fiscal e um deles transportava peixe estragado. Na quarta, a subprefeitura fechou quatro estabelecimentos, aplicou 11 multas por falta de alvará, recolheu 67 pacotes de produtos ilegais e apreendeu três carros que vendiam alimentos. O departamento de assistência social conversou com 13 famílias que viviam na região. Do total, cinco voltaram para suas cidades de origem e duas entraram no programa de bolsa aluguel.

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