STF autoriza Thales Schoedl a voltar ao cargo de promotor

Acusado de matar um jovem, ele voltará a receber o salário de R$ 10 mil, mas não poderá exercer a função

Da Redação,

07 de outubro de 2008 | 13h13

Uma liminar do Supremo Tribunal Federal (STF) dá o direto a Thales Ferri Schoedl de voltar a receber o salário de R$ 10 mil do cargo que ocupava no Ministério Público Estadual de São Paulo. No entanto, Schoedl não pode voltar a exercer a profissão. A decisão foi assinada pelo ministro Menezes Direito no dia 2 de outubro e divulgada nesta terça-feira, 7, e pode ser contestada. Com a liminar do STF, ele tem direito de ser julgado pelo Tribunal de Justiça de São Paulo, pois retomou o foro privilegiado. Schoedl matou um jovem e feriu outro em Bertioga, em 2004, e foi exonerado do cargo em 18 de agosto deste ano por decisão do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP).  Veja também:Entenda o caso do promotor Thales Schoedl Todas as notícias sobre o caso   Com a decisão do CNMP, em agosto, um julgamento de Schoedl foi adiado, já que ele havia perdido o direito ao foro privilegiado. Em junho, o Conselho havia negado o cargo vitalício de Thales, que recorreu da decisão. Na época, ele também foi exonerado do cargo no Ministério Público. Mesmo afastado, o promotor continuava recebendo um salário de aproximadamente R$ 10,5 mil. Thales matou a tiros o estudante Diego Mendes Modanez, de 20 anos, e feriu Felipe Siqueira Cunha de Souza, também estudante, que na época tinha 20. Segundo o promotor, ele e a namorada estavam saindo de uma festa na Riviera de São Lourenço, no litoral de São Paulo, quando um grupo de mais de dez rapazes teria mexido com a moça. Apesar dos vários disparos, Schoedl afirmou que agiu em legítima defesa.

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