Stand up paddle: do Havaí às praias cariocas

É um surfista ou um jangadeiro? Quem olha pode confundir, mas é inegável que cresce o número de pessoas remando em cima de pranchas nas praias cariocas. Trata-se do stand up paddle, esporte do Havaí e sério candidato a sensação do próximo verão.

Pedro Dantas, O Estado de S.Paulo

04 de julho de 2010 | 00h00

A modalidade é praticada em prancha de epóxi e PVC - de até 11 pés, mais larga e grossa que as de surfe - e um remo leve de fibra de carbono. O objetivo é se equilibrar com ou sem ondas, remar e relaxar.

O esporte já tem adeptos do Leme ao Pontal, mas são nas águas calmas do Posto 6, em Copacabana, que os iniciantes se encontram para as primeiras aulas e tombos. "Meu pai foi surfista nos anos 1960. Ele viu pela primeira vez alguém praticando, há dois anos, e me ensinou. Tivemos a ideia de abrir uma escolinha", conta Eduardo Laucas, de 30 anos. A curiosidade atrai cariocas e turistas, que pagam R$ 60 por uma hora de aula. Quem se torna praticante pode gastar até R$ 4 mil em equipamentos.

A triatleta Fernanda Keller se apaixonou pelo esporte. "Há dois anos, eu vi no Havaí uma pessoa remando e experimentei. Acho uma terapia e sempre vou remar quando a praia está muito cheia." Ela conta que no arquipélago americano os praticantes descem as ondas gigantes com o stand up paddle.

Não é preciso ser uma "ironwoman" para praticar o esporte. No ano passado, a canadense e moradora do Rio Sandra Filippov, de 37 anos, viu um homem remando em Copacabana e ficou curiosa. Fez a primeira aula no mesmo dia. E hoje entra sozinha no mar com sua prancha e seu remo. "Eu me bronzeio e curto o visual. É possível até ver o Cristo de dentro d" água."

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