Werther Santana/Estadão
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SPTrans nega redução de linhas de ônibus e desemprego

Empresa responsável pela frota em São Paulo afirma que vencedores da licitação terão de contratar quem já está no sistema

Bruno Ribeiro, Felipe Resk e Juliana Diógenes, O Estado de S. Paulo

13 de maio de 2015 | 03h00

SÃO PAULO - A São Paulo Transportes (SPTrans), empresa da Prefeitura que administra a frota de ônibus da capital, negou nesta terça-feira, 12, que a nova licitação do transporte coletivo da cidade vá reduzir o número de linhas.

Em nota, a empresa afirma que “os vencedores da nova licitação do transporte coletivo municipal contratarão os empregados que já trabalham no sistema atualmente”, evitando, assim, as demissões de motoristas e cobradores.

De acordo com o texto, “a licitação, cujo edital será lançado ainda no primeiro semestre deste ano, vai estabelecer a quantidade de veículos que deverão ser colocados em cada região e em cada grupo de linhas, respeitando critérios como demanda e modelo de ônibus”.

A nova licitação foi objeto de uma única audiência pública, em março. No encontro, foi informado que as atuais empresas poderão participar da concorrência, “caso atendam às condições previstas no edital, que está em fase de elaboração”, segundo a SPTrans.

O Estado pediu entrevista com o secretário municipal de Transportes, Jilmar Tatto, mas não foi atendido. A Prefeitura também não informou quantas são as empresas interessadas na nova licitação. 


Paralisação. Sobre o protesto desta terça, a empresa “reitera a necessidade do restabelecimento de diálogo entre trabalhadores e empresários que operam o sistema de transporte coletivo”, diz outra nota.

O prefeito Fernando Haddad (PT) comentou a paralisação durante entrevista para o Jornal da Gazeta, da TV Gazeta. Ele afirmou esperar que motoristas e cobradores mantenham o diálogo para evitar paralisações.

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