SPTrans nega reajuste de micro-ônibus superior a 4,38%

Cooperativas reivindicam 12% de aumento, e ameaçavam iniciar greve a partir da zero hora de hoje

Agência Estado,

15 Março 2011 | 15h00

SÃO PAULO - A São Paulo Transportes (SPTrans) negou nesta terça-feira, 15, por meio de nota, que a Secretaria Municipal de Transportes tenha prometido um reajuste superior a 4,38% para as cooperativas responsáveis por cerca de seis mil micro-ônibus que fazem 330 linhas e atendem a quase 3,5 milhões de passageiros na capital paulista.

As cooperativas ameaçavam iniciar uma greve a partir da 0 hora de hoje e por tempo indeterminado, em razão de um impasse em torno da correção de valores repassados aos operadores pelo transporte dos passageiros. As cooperativas reivindicam 12% de aumento.

Ontem, a administração municipal já havia conseguido na Justiça uma liminar para impedir a paralisação dos motoristas e cobradores. A decisão previa multa de R$ 100 mil diários por funcionário que não trabalhasse. O sindicato que representa a categoria resolveu suspender a greve porque disse contar com promessa da Prefeitura de que o índice de reajuste poderia ser revisto.

Segundo a Secretaria Municipal de Transportes, o reajuste é anual, conforme previsto em contrato, e ocorre no mês de março. O índice de reajuste de 4,38% foi firmado com base na licitação do sistema de transporte realizada em 2003, informou o órgão. "A Secretaria Municipal de Transportes informa ainda que a remuneração aos permissionários não tem relação com a tarifa do sistema de transporte. Os serviços prestados pelos operadores são pagos segundo um modelo específico de remuneração, que considera um valor fixo por passageiro registrado, multiplicado pela quantidade de passageiros transportados pelo operador", acrescentou.

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