SPTrans entra na Justiça contra greve de motoristas na zona leste

Segundo entidade, não há justificativa para paralisação dos funcionários da Viação Himalaia

Solange Spigliatti, Central de Notícias

02 Fevereiro 2011 | 12h58

SÃO PAULO - A São Paulo Transporte (SPTrans) entrou na terça-feira com uma medida cautelar no Tribunal Regional do Trabalho (TRT) informando que os serviços da Viação Himalaia "foram interrompidos sem justificativa", para que os funcionários voltem a trabalhar o quanto antes.

 

Os funcionários da Viação paralisaram as atividades na última segunda-feira, sem previsão de retorno. A Viação Himalaia opera 37 linhas que ligam as regiões de São Mateus e Cidade Tiradentes, na zona leste da capital paulista, ao Terminal Parque Dom Pedro, na região central da cidade, e também a diversas estações do Metrô.

 

Segundo nota da SPTrans, o órgão aguarda que "o TRT convoque as partes para uma reunião de conciliação. A SPTrans esclarece ainda que está autuando a Viação Himalaia pela interrupção de seus serviços". A paralisação, que acaba lotando os pontos de ônibus, afeta cerca de 90 mil moradores da zona leste diariamente.

 

O Plano de Atendimento Entre Empresas em Situação de Emergência (Paese) foi acionado novamente nesta quarta-feira, desde as 3h30, para atender com 150 ônibus as principais linhas da empresa Viação Himalaia. Mais de 500 veículos estão parados nas duas garagens da empresa.

 

Motivos. Segundo o coordenador de Comunicação do Sindicato dos Motoristas e Trabalhadores do Transporte Rodoviário Urbano de São Paulo, Naílton Francisco de Souza, a paralisação começou por causa de um clima de incertezas por parte dos funcionários em relação ao futuro da empresa. A Garagem 2 da Himalaia (em Sapopemba) vai precisar mudar de espaço físico e com isso houve rumores de que a empresa poderia fechar e devolver as linhas sob sua responsabilidade para a Prefeitura - o que acarretaria em desemprego.

 

(Com Renato Machado, de O Estado de S.Paulo)

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