SPTrans diz que demanda e nº de linhas de ônibus ditam traçado

Diretor da São Paulo Transportes afirma que foi técnica a escolha dos imóveis que poderão dar lugar aos ônibus

Adriana Ferraz e Rafael Italiani, O Estado de S. Paulo

21 Julho 2014 | 03h00

SÃO PAULO - A escolha do traçado do novo alinhamento viário das ruas e avenidas que receberão corredores de ônibus foi definido segundo critérios técnicos. É o que afirma o diretor de infraestrutura da São Paulo Transporte (SPTrans), Salvador Khuriyeh. Em entrevista ao Estado, ele reconheceu que a Prefeitura levou em consideração o perfil dos imóveis, mas disse que não teve qualquer intenção de proteger igrejas ou equipamentos públicos, em detrimento dos demais imóveis ao longo dos trajetos. O objetivo, de acordo com o dirigente, sempre foi o de priorizar rotas que facilitem a vida de quem depende do transporte público municipal.

Khuriyeh explicou que os estudos feitos para definir os mapas do realinhamento levaram em conta a demanda de passageiros em cada região, a quantidade de linhas de ônibus ofertadas e os trajetos mais comuns feitos pelos usuários.

Sobre a Avenida Celso Garcia, o diretor justificou que escolas públicas existentes ao redor das igrejas exigiram um traçado diferenciado. “Para não entrar no terreno da escola tombada pelo patrimônio histórico, eu tenho de ir para outro lado. É um traçado que não pode ter mudança de direção brusca, então temos de fazer um alinhamento mais leve”, afirmou.

Isso aconteceu, por exemplo, nos quarteirões formados pelas ruas Bresser e Júlio Cézar da Silva, onde há dois prédios da Igreja Universal do Reino de Deus e um da Assembleia de Deus, além de uma paróquia católica. Nesse perímetro, localizado na região do Brás, o alinhamento da Celso Garcia permanecerá o mesmo, em ambos os lados. Já na quadra anterior, entre as Ruas Bresser e Joli, o corredor vai cortar 15 imóveis. Na lista, há uma padaria, uma agência bancária, lojas de roupas e até uma pequena igreja evangélica.

Mas o traçado diferenciado promove caminhos serpenteados, em zigue-zague, que, no mapa, confundem os usuários. Segundo Khuriyeh, essa sensação ocorre em função da escala. “Esse ‘serpenteamento’ dá a sensação de que é (trajeto parece) uma cobra. Quando se vê na escala real, percebe-se que a mudança (na largura dos trechos) tem um raio longo e funciona quase como uma reta.”

Mobilidade. Na análise do engenheiro Horário Augusto Figueira, especializado em Transporte pela USP, o alargamento de avenidas é necessário para a mobilidade urbana. “O mapa é variável para garantir os pontos de parada e as faixas de ultrapassagem sem criar um impacto muito grande”, afirmou.

Os corredores projetados pela gestão Haddad propõem faixas exclusivas construídas nos canteiros centrais das avenidas, onde estações de embarque e desembarque também exigem espaço.

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