SP terá ponto de ônibus com touch screen

Consórcio vence licitação para administrar abrigos

ARTUR RODRIGUES E RODRIGO BURGARELLI, O Estado de S.Paulo

24 Outubro 2012 | 03h02

Depois de mais de quatro anos de espera, São Paulo finalmente vai ganhar abrigos de ônibus, em estilo hi-tech e relógios. A Prefeitura concluiu a licitação para contratação das empresas que vão administrar o mobiliário urbano da cidade pelos próximos 25 anos. A expectativa é de que o contrato seja assinado nas próximas semanas e, até o fim do ano, os serviços comecem a ser prestados.

Quem vai instalar e cuidar dos abrigos e pontos de ônibus da capital será o consórcio PraSP, formado pelas empresas Odebrecht, Kalítera e Rádio e Televisão Bandeirantes (MG). Em troca, o grupo poderá explorar toda a publicidade nas paradas.

Ao todo, serão 6,5 mil novos abrigos e pelo menos 10 mil totens indicativos de parada, que vão mostrar o tempo de espera dos ônibus e terão iluminação. O investimento na implementação dos pontos está previsto em aproximadamente R$ 70 milhões.

Os projetos de abrigos do consórcio foram desenhados pelo arquiteto Guto Índio da Costa. Ele criou cinco modelos, com espaço para anúncio digital. Entre os pontos, um chama a atenção por ter até um painel touch screen, com o qual os passageiros podem interagir enquanto esperam. Outro modelo é voltado para calçadas estreitas e, por isso, não tem banco.

Além da informação sobre o tempo de espera dos ônibus e os bancos, é obrigatório que haja total acessibilidade, com piso tátil e informações em braile. A São Paulo Transporte (SPTrans) será responsável por escolher onde serão colocados os pontos.

O contraste dos protótipos com os pontos utilizados atualmente em São Paulo é grande. Alguns deles, feitos de concreto, já estão sendo usados há mais de 20 anos - são todos da época da Companhia Municipal de Transportes Coletivos (CMTC), extinta em 1995.

Relógios. Já os relógios de rua ficaram para o grupo francês JCDecaux. O consórcio havia sido o único habilitado para a concorrência, mas uma outra empresa entrou na Justiça para também participar. Ontem, no entanto, a SPObras, responsável pelo projeto, informou que a concorrente desistiu da licitação e os franceses foram a única empresa restante. O resultado será homologado amanhã.

O edital prevê que os serviços comecem a ser prestados em até 30 dias após a assinatura - o que significa que até o fim de dezembro os trabalhos já devem ser iniciados. A primeira fase a sair do papel será a manutenção e a reforma dos equipamentos já existentes.

Já os novos relógios e abrigos deverão ser totalmente instalados na cidade em até seis anos após a assinatura - ou seja, no fim de 2018.

Essa instalação deverá acontecer pouco a pouco, a partir do começo do ano que vem, já que há a exigência de que no mínimo 16% dos equipamentos sejam substituídos a cada ano. Gilberto Kassab considera que os equipamentos são a segunda fase do projeto Cidade Limpa. De acordo com estimativa do prefeito, o Município deve arrecadar mais de R$ 260 milhões em impostos com o projeto.

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