SP terá mais 20 táxis híbridos, que poluem 40% menos

Sem pontos fixos, carros vão servir todas as áreas da cidade, segundo a Prefeitura; cada veículo custa cerca de R$ 100 mil

O Estado de S.Paulo

12 de dezembro de 2012 | 02h09

Vinte táxis híbridos, movidos a energia elétrica e gasolina, começarão a circular hoje nas ruas da capital. Eles emitem cerca de 40% menos poluentes do que os veículos normais. Esses carros fazem parte de um pacote anunciado em junho pela Prefeitura para aumentar o número de táxis nas ruas com melhorias ambientais para o trânsito.

Os táxis em circulação são de frotas - empresas que podem operar o serviço de táxi, diferentemente dos taxistas comuns, que só podem ter um carro.

A Prefeitura ofereceu às empresas 58 lotes para aumento da frota: cada lote permitia a inclusão de dois carros híbridos, dois com motor flex (gasolina e álcool) e um táxi adaptado para pessoas com deficiência.

Os carros novos vão funcionar em toda a cidade, uma vez que parte deles não tem ponto fixo.

O presidente da Associação das Empresas de Táxi de Frota do Município de São Paulo (Adetax), Ricardo Auriemma, diz que esses veículos novos precisam de testes para garantir o desempenho, mas afirma que os ganhos ambientais fazem o programa valer a pena. "Como está começando, ainda vamos conhecer melhor os carros."

A liberação dos táxis híbridos apenas para as frotas de táxi se deu por dois motivos: primeiro, esses carros são mais caros, o que dificulta sua aquisição por taxistas autônomos. Em segundo lugar, parte dos empresários do setor concorda com reclamações de usuários, de falta de táxis nas ruas, e tem reivindicado o aumento da frota. Há atualmente cerca de 34 mil táxis com permissão para circular cidade.

Elétricos. O programa dos táxis híbridos é acompanhado de outro programa da Prefeitura, a inclusão de táxis movidos apenas por energia elétrica. Dois veículos, de um total prometido de dez carros até o fim do ano, já estão em operação. Ambos ficam em um ponto da Avenida Paulista, na esquina com a Rua da Consolação.

Auriemma afirma que os carros elétricos - que custam cerca de R$ 200 mil - ainda têm custo muito alto para a aquisição por parte das empresas (os híbridos são comercializados por cerca de R$ 100 mil).

Os veículos foram comprados por meio de uma parceria entre a Prefeitura, a Adetax, o fabricante dos veículos (a montadora japonesa Nissan) e a AES Eletropaulo.

O principal entrave para a operação - o longo tempo de espera de recarga, de oito horas para autonomia de 160 quilômetros - deverá ser resolvido ainda nesta semana, com a entrega de carregadores que fazem esse serviço em 30 minutos. / B.R.

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