Epitácio Pessoa/AE
Epitácio Pessoa/AE

SP terá 3 projetos em bienal de arquitetura

Casa, prédio e sede do Sebrae foram selecionados para evento na Espanha

EDISON VEIGA, NATALY COSTA, O Estado de S.Paulo

29 de maio de 2012 | 03h04

Três projetos desenvolvidos por escritórios paulistanos vão representar o Brasil na 8.ª Bienal Ibero-americana de Arquitetura e Urbanismo (Biau), em setembro, em Cádiz, na Espanha. Serão uma casa - projetada há dois anos e construída em São Paulo no ano passado -, um edifício residencial também paulistano e a sede nacional do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), em Brasília.

Foram 152 projetos inscritos e apenas 26 selecionados - os três brasileiros entre eles. Os demais são imóveis em várias cidades, entre elas Viña del Mar (Chile), Granada (Espanha), Coimbra (Portugal), Buenos Aires e Cidade do México.

Os arquitetos Álvaro Puntoni, João Sodré e Jonathan Davies, do Grupo SP de Arquitetura, emplacaram dois dos três projetos brasileiros selecionados. Um deles é a sede do Sebrae, obra de 25 mil metros quadrados que aproveitou os declives do terreno e usou "poucos materiais de acabamento", segundo Puntoni.

O outro é um edifício residencial na Rua Simpatia, na Vila Madalena, zona oeste de São Paulo, com um décimo do tamanho do imóvel de Brasília. Ele se destaca em uma região cheia de pequenas casas. "É um prédio que procura ao máximo resgatar a compreensão da topografia inusitada do entorno. Por isso o edifício é mais aberto, você vê a cidade", conta Puntoni. "Isso é importante em uma cidade em que a ocupação às vezes tira a possibilidade de compreender o entorno."

Casal. Batizado de 4x30 (em alusão às medidas do terreno), o terceiro projeto brasileiro é uma casa no Jardim Europa, na zona sul. Encravada entre outras residências, tem poucas faces iluminadas. "Era um desafio", diz o coautor Lourenço Gimenes, do escritório FGMF Arquitetos. A parceria foi feita com sua mulher, Clara de Oliveira, do CR2Arquitetura. Outros arquitetos das duas equipes trabalharam no projeto. "Participar de uma bienal é importante porque, de certa forma, trata-se de um recorte de toda a produção relevante no período", diz Gimenes.

Para chegar ao desenho ideal, o casal pesquisou soluções para pequenos terrenos, como as minúsculas casas japonesas e holandesas. "Nossa casa é uma obra tímida do ponto de vista de escala, mas tem como premissa a simplicidade do desenho. Principalmente por causa das pequenas dimensões, ser escolhido foi uma grande surpresa."

Seleção. Participante das últimas quatro Bienais Ibero-americanas como jurado, o arquiteto Abílio Guerra foi o encarregado de selecionar os projetos brasileiros para enviar para a Biau. Escolheu dez de todo o País, mas os jurados aceitaram os três projetos feitos em São Paulo. "Existe uma presença grande de São Paulo porque aqui se constrói mais. Mas isso tende a mudar. Na próxima seleção, o Rio deve aparecer mais por causa dos preparativos para a Olimpíada."

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